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Trabalhar honestamente. Sem Oportunismo!

“Ore como se tudo dependesse de Deus, e trabalhe como se tudo dependesse de você”.

Gosto muito desta frase de Santo Inácio de Loyola, e São Bento, que viveram este “lema” de vida, pois ambos foram fundadores de ordens religiosas e precisaram trabalhar muito, e orar muito, e os frutos desta junção podemos contemplar até os dias de hoje, na Congregação Religiosa dos Jesuítas, e a Congregação Religiosa dos Beneditinos.

Assim também o Apóstolo Paulo viveu o seu ministério, não se arrogando de sua autoridade apostólica, mas trabalhando com as próprias mãos para seu sustento (cf. At. 18, 3; 1Ts 2, 9), era tecelão de tendas de campanha, porque o contexto em que Paulo evangelizava,  era composto por pessoas pobres, assim ele não queria explorar ninguém, como faziam os charlatães itinerantes da época, que faziam- no por dinheiro.

Isso deve servir de reflexão para quem se diz cristão nos dias de hoje. Muitos cristãos estão inseridos em vários seguimentos da sociedade, seja dentro de uma instituição religiosa, seja em algum seguimento da sociedade. Evangelizar antes de tudo é pelo testemunho de vida, seja qual seguimento pertença. Não é motivo de orgulho, nem de privilégio, mas de compromisso com a fé que aderiu, e do serviço desinteressado ao próximo.

Da mesma forma em alguns seguimentos da sociedade, principalmente na política, que é o principal meio de fazer o bem comum sem discriminação, mas pensar tanto na elite quanto nos pobres da periferia. Deveria ser assim!

Política não é profissão, e sim um serviço prestado temporariamente a sociedade, infelizmente não é assim que muitos pensam, vivendo de política, e fazendo quase nada pelo povo, e ganhando absurdo de dinheiro, pago com dinheiro público. Dizem-se cristãos! Há aqueles que vivem como assessores, ou cargos de confiança, alguns têm uma profissão, um currículo, uma formação específica que pode ser colocado a serviço, mas tem muitos, que nem autônomos são, não tem profissão específica, carteira assinada, quiçá trabalharam um dia! Vivem como parasitas de políticos, fazendo politicagem, sendo fardo pesado para a sociedade que os mantém.  

Para quem é cristão, deve pautar a sua vida nos princípios cristãos acima citados, trabalhando, lutando, honestamente, todos os dias, para viver com dignidade, sustentando a família, com o suor do rosto, tendo consciência que não é um abusador, explorador do irmão, mas luta com as próprias mãos e tem a benção de Deus.

Como cristãos devemos combater, denunciar, todo tipo de exploração, seja em uma instituição religiosa, seja na sociedade.

Sejamos cristãos conscientes e verdadeiros. Não exploradores, charlatães. O trabalho dignifica o homem. O trabalho dignifica. O oportunismo corrompe. Não vivamos encostados em ninguém como nos ensina o Apóstolo Paulo, mas, sejamos trabalhadores honestos. Isso é dar bom testemunho cristão.

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Oração e Ação

Quando oramos confiamos que Deus está atento ao que pedimos, e no tempo oportuno Ele atenderá.

Porém, uma fé madura não acredita em passe de mágica, que é só orar e está tudo resolvido, como nos contos de fadas, basta um pirlim- pimpim, e pronto. Não, a fé cristã não é assim, deve haver da parte do crente uma persistência, uma esperança, uma ação, não pode ser uma oração passiva de quem pede e cruza os braços a espera pelo milagre.

Vou dar um exemplo de fé consistente, coerente, conforme o ensinamento cristão.

Uma pessoa ora todos os dias para conseguir um emprego, na esperança que Deus lhe atenderá. E isso vai acontecer! Depois da oração, deve vir à ação. A parte do crente é de acordar cedo, vestir a melhor roupa, e sair em busca deste emprego. Se esperar que Deus mande o empregador bater à sua porta e lhe oferecer o emprego dos sonhos, vai ficar esperando infinitamente, então a frustração e a decepção vai acabar vencendo. E por quê? Porque tem uma visão equivocada de fé, confunde fé com mágica. Isso é ruim.

Outro exemplo, alguém teve uma perda salarial por algum motivo, as contas não irão fechar no fim do mês. Devido este acontecimento, será preciso rever todo o orçamento. Ele ora, pedindo a Deus uma solução, para aquela situação, que humanamente não tem. Então surge uma oportunidade de ganhar algo extra, que vai ajudar a equilibrar novamente sua situação financeira, é pegar ou largar! Ficar murmurando, reclamando a perda, ou discernir que Deus lhe ouviu e atendeu, apontando possibilidades.

Isto é fé madura, quando não coloco toda a responsabilidade nas costas de Deus. Mas, entendo que fazer a minha parte é preciso.

O Deus revelado por Jesus de Nazaré é o Deus do impossível, sim, mas em nenhum momento dos relatos bíblicos, aparece Deus dando algo como dizemos no ditado popular, de mão- beijada para seu povo. Sempre o povo da Antiga Aliança, como os cristãos da Nova Aliança lutaram e continuam lutando para conquistar, mas confiando em Deus que sempre aponta possibilidades, para que haja um esforço pessoal de cada um.

Nunca se esqueçam, Deus é Pai e não paternalista. Não dá aquilo que queremos, mas o que precisamos.

Ore como se tudo dependesse de Deus, e trabalhe como se tudo dependesse de você. E nunca se esqueça de ser grato, porque sabemos pedir com facilidade, e muito pouco agradecemos o Deus que caminha conosco e não está indiferente a nenhuma situação que acontece em nossa vida.

Até a próxima!

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Onde está teu irmão?

O título deste artigo está inserido no contexto do livro do Gênesis 4, 1-16, que narra o comportamento de dois irmãos Abel e Caim. E principalmente o relacionamento de ambos com Deus. Um é obediente em tudo, outro escolhe o caminho da desobediência, e atrai para si a maldição do pecado da origem.

Todos nós vivemos na mesma casa comum chamada Planeta Terra, somos todos irmãos filhos do mesmo Pai (Deus).

Este fato é indiscutível, apesar de alguns não admitir, somos todos irmãos, independente de cor, de raça, de confissão religiosa, de nacionalidade, de escolhas que fazemos. Ora, sendo todos irmãos, formamos uma só família, e entre os membros de uma família há sempre o cuidado uns com os outros, o desejo de ter todos os entes bem e felizes. É o cuidado fraterno.

Mas na sociedade há grupos que se formam em suas coletividades que acabam antepondo seus interesses particulares acima dos interesses dos outros, sem se importarem que esses outros sejam seus irmãos.

Ainda hoje o Pai de todos continua a perguntar a cada um de nós: “Onde está teu irmão?” E a resposta que damos é: “Não sei, sou porventura eu guarda de meu irmão?”.

Este comportamento que o relato bíblico denuncia, estabelece a origem paterna do egoísmo exercido como coletividade por grupos religiosos, políticos, pessoas que se somam e pensam como eles, que mostram a qualidade amaldiçoada, a origem maldita de grupos de poder que causaram tanto mal e continuam causando à humanidade. Nas figuras de Abel e Caim está representado todo o comportamento humano.

Como descobrir os grupos de poder? Como identificá-los? A chave não é outra se não a mesma que relata Caim: são os assassinos de seus irmãos. Esses de propósito ou involuntariamente, acabam sempre por eliminar os outros. Assim, todo aquele que mata um semelhante, mesmo que não o faça fisicamente, é um descendente de Caim.

Toda vez que algum de nós diz: “o que é que eu tenho com isso?”; Ou “o problema não é meu, cada um por si”, em relação ao outros, continuamos a responder a Deus: “Não sei, sou porventura eu guarda de meu irmão?”.

Cada vez mais somos chamados para o cuidado coletivo, o bem do outro deve ser minha alegria, o sofrimento do outro me atinge, isso é ter compaixão, e ser capaz de transformar as realidades de mortes em vida plena.

É dever de todos os crentes comprometidos com o Deus da vida, lutarem, serem capazes de discernir no cotidiano os grupos de morte, fratricidas, e juntos eliminá-los da sociedade. Com qual arma? Com a única, o Amor fraterno.

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Pelos seus frutos, os conhecereis!

É comum para quem vive na zona rural ter o conhecimento das plantas, árvores, etc…, olhando para uma árvore mesmo que não seja tempo de ter frutos, se sabe qual árvore é, e que fruto ela produz.

Nesta linha de raciocínio no Evangelho de Mateus 7,15-20, Jesus de Nazaré ao instruir seus discípulos usa a metáfora dos frutos para se conhecer a árvore.

Sabemos que é impossível, uma laranjeira produzir uvas, ou, um limoeiro produzir jaca. Isto é inconcebível.

Mas porque Jesus se utiliza desta metáfora para instruir seus discípulos?

É fácil de compreender. Porque no contexto em que a instrução acontece, Jesus recorda, os falsos profetas que atormentaram os verdadeiros profetas no Primeiro Testamento (cf. Jeremias 23 e Ezequiel 13). Da mesma forma recorda os falsos doutores que foram um pesadelo das primeiras comunidades cristãs (cf. 1João 2 falará de anticristos). O critério de discernimento é claro: os frutos, como dá a árvore boa.

Em nossa contemporaneidade podemos acrescentar os falsos pregadores, os charlatães da fé, os fanáticos religiosos (de todas as religiões), os maus políticos e cristãos dissimulados que ludibriam as pessoas e se fazem de “bonzinhos” e salvadores da pátria, porém, são lobos em pele de ovelhas. Prometem até conseguir ver realizada as suas ambições, depois, agem como lobos traiçoeiros ou como meretrizes interesseiras que geram mortes e decepções ao alcançarem seus objetivos. Pelos seus frutos, os conhecereis!

Para aquele que se diz cristão deve andar na contramão de tudo isso. Os frutos bons que um cristão deve produzir na vida cotidiana são os frutos do Reino inaugurado por Jesus: Amor, justiça, paz, solidariedade, misericórdia, respeito pelo outro, pela vida do outro, cuidado com os vulneráveis, etc… . Assim, reconhecerão aqueles que passam por nós, ou convivem, a que árvores somos enxertados.

Então, diante desta reflexão, as nossas atitudes tem produzido quais frutos? Bons ou ruins?

Lembrem-se que os frutos das nossas ações reflete a qual árvore pertencemos!

Até a próxima!

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Não imiteis suas ações

Jesus estava a ensinar a multidão e seus discípulos e faz um alerta contra a hipocrisia dos escribas e fariseus (cf. Mateus 23, 1-37).

Escribas e fariseus eram líderes do povo, tanto na questão religiosa, quanto na influência política.

A crítica que Jesus de Nazaré faz, é sobre as imposições legalistas que eles impunham sobre o povo, mas não eram capazes de cumprir.

Qualquer semelhança com a realidade contemporânea não é mera coincidência. Levando em conta que a Palavra de Deus se atualiza no tempo e na história, o espírito de escribas e fariseus hipócritas está fortemente presente em nossos dias.

Só olhar para a conduta sórdida de nossas lideranças políticas, a começar do líder máximo da Nação que tem um espírito contraditório, apresenta um deus contrário ao Deus cristão, que exalta a violência, ignora e desrespeita vidas ceifadas pelo vírus que assola a humanidade, e age como se tudo estivesse normal. Atitude de ditador. O mais decepcionante é que alguns que se dizem cristãos, o apoiam e defendem com unhas e dentes. Basta olhar perfis em redes sociais que dizem: “sou cristão (ã), armamentista”…, onde Jesus de Nazaré ensinou a pegar em armas?

Por outro lado, o governador do Estado de São Paulo politiza a doença, e impõe restrições na população, mas ele, não cumpre, “ficar em casa” é para o povo, ele pode viajar de férias! Hipócrita! Atitude também de ditador.

Não sou contra as restrições, distanciamento social, das medidas para conter o vírus, mas os primeiros a cumprir as restrições devem ser os líderes que as impõe. Por isso, imitar suas ações ou apoiá-las é ser insensato tanto quanto. As palavras ensinam, mas o exemplo conduz!

Ser cristão é não concordar com tais atitudes. E sim denunciar, com ações concretas, e com atitudes totalmente diversas das impostas. Atitudes que gerem vidas promovam a vida, solidariedade, e mostre apresso pelo próximo e não indiferença. Por essas e outras, não imiteis suas ações.

Enquanto a atitude de quem se diz cristão, ou líder religioso, político, for de pensar somente no seu bem estar, viajar como se nada estivesse acontecendo, as coisas não evoluem, a batalha contra este vírus será difícil de ser vencida. Somente quando a cultura do cuidado, do Bem Comum, eliminar o egoísmo, o hedonismo, a vida será melhor, este é o Espírito cristão a conduzir a história nas pessoas de boa vontade.

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O que esperar do novo ano?

Um novo ano que inicia, mas quais os anseios, esperanças, desejos de realizações para este novo ciclo que começa?

As respostas para estas indagações sabemos pelos meios de comunicação, que são as mesmas! Um mundo melhor, mudar hábitos, ser uma pessoa melhor etc… .

Mas estas mudanças acabam ficando no imaginário de muitas pessoas, porque se espera mudanças exteriores, espera-se algo que não acontece, como se em um passe de mágica tudo se transformasse. Mas não é assim.

É preciso parar de sonhar de maneira equivocada, e refletir que toda e qualquer mudança acontece a partir do interior de cada ser humano. Quando um indivíduo começa a mudar, tudo ao seu redor passa ser diferente e se torna perceptível. Em um mundo de tecnologias que tudo acontece num toque, espera-se que as mudanças almejadas aconteçam da mesma forma, mas é um processo lento que requer esforço pessoal, mudança de hábitos, pensamentos, escolhas feitas. As atitudes novas no presente são reflexões de um passado, e projeto para o futuro que tanto se espera.

Por isso o conselho de São Tiago Apóstolo é muito importante para ajudar as pessoas a começar a mudar a partir de si. São Tiago diz: “Todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar, e tardo para se irar, porque a ira do homem não cumpre justiça de Deus” (Tiago 1,19-20).

Então, quer ver coisas novas? Reflita neste conselho, ouça mais a si mesmo, conheça-se, fale o necessário e o que edifica os outros, evite a ira que coloca tudo a perder e não resolve nada.

Lembre-se, o grande inimigo que nos impede de mudar e fazer coisas novas somos nós mesmos, por isso é preciso conhecer-se para mudar e mudar o que está ao redor.

Feliz Ano Novo!

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Natal, Festa Cristã!

Curiosidade histórica

O Natal é a comemoração do nascimento histórico de Jesus Cristo. Até o século III, não existia uma data fixa para esta comemoração, somente no século IV o dia 25 de dezembro foi fixado como data oficial, tornou-se assim uma data muito importante para os cristãos principalmente no Ocidente, do ponto de vista cronológico, pois marca o ano 01 da nossa história.

A mística que envolve esta data

Jesus Cristo, Filho de Deus, já existia desde a criação do mundo (cf. Jo 1, 1-18), no tempo previsto, Ele se Encarnou. O Filho de Deus assume a condição humana, menos o pecado.

É um mistério que revela o amor de Deus para toda a humanidade. Um Deus que em Jesus Cristo se rebaixa na condição de criatura, para salvar a todos (cf. Fl 2, 6-11).

Com o nascimento de Jesus, acontece na noite de Natal um intercâmbio de dons. Deus, ao assumir a condição humana enriquece todo o cosmos com sua glória, com seu amor infinito. O presente é Ele quem nos dá, com o nascimento do seu Filho, da parte frágil, Deus acolhe as limitações e misérias. Deus poderia salvar a humanidade sozinho? Sim, mas quis contar com a colaboração humana, para que o Verbo se fizesse carne, Deus contou com o “Sim” da Virgem Maria (cf. Lc 1, 26-38).

Para o cristianismo, o que é celebrado na noite de Natal, é todo este mistério, que recorda a primeira vinda de Jesus, na condição humilde e frágil de uma criança, aí o Reino de Deus já começa a ser apresentado, um novo jeito de ser e de ver o mundo a partir da ótica de Deus, e este Reino começou com Jesus Cristo, mas não está concluído. O Natal também convida a refletir sobre a segunda vinda de Jesus, a sua vinda gloriosa, quando Ele concluirá o Reino, e entregará todas as coisas ao Pai. Seria muito bom se os cristãos do mundo inteiro tivessem consciência de fé, desta mística, e da fé, fosse para a prática, este ensinamento fosse passado de geração para geração, e a noite de Natal, o encontro nas famílias, fossem para celebrar verdadeiramente Aquele que é o centro desta data, Jesus Cristo, e ter em mente e no coração a importância deste evento que envolve esta noite especial. Assim como os Anjos, que também nós cantemos: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra paz aos homens por Ele amados…”.

Feliz Natal!

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Dia do Teólogo

Dia 30 de novembro é comemorado o dia do Teólogo. É um estudioso dos textos sagrados, e das religiões. Teologia significa estudo de Deus, e suas revelações. 

“O Teólogo é alguém instruído para lecionar, auxiliar os ministros eclesiásticos, e promover a paz, em ambientes complexos como hospitais, e projetos sociais” (Jorge Henrique Barro- Doutor em Teologia).

Quero partilhar com vocês a reflexão sobre o Dia do Teólogo feito por este Doutor em Teologia, sob a oração de Santo Tomás de Aquino.

Tomás de Aquino orou assim pelos Teólogos:

Deus santíssimo, Deus Pai,
nós, teu povo e teus herdeiros,
te pedimos pelos teólogos.
Tu que te revelaste a nós pela Palavra de vida,
não permitas que não entendamos as palavras
dos teólogos na nossa vida.
Tu que te revelaste a nós pela encarnação de Jesus,
não permitas que eles falem de uma teologia
que não seja encarnada e sempre reveladora.
Deus santíssimo, Deus Pai,
Tu que és eterna luz e única verdade,
ilumina e esclarece o espírito dos teólogos,
que seus estudos sejam fruto do Espírito Santo,
de oração e de humildade,
fonte de esclarecimento para teu povo.
Que Tu não sejas para ninguém, sobre esta terra,
apenas um objeto de estudo, mas
a rocha segura sobre a qual podemos construir nossa casa.
Tomás de Aquino

Essa profunda oração nos revela três elementos cruciais do trabalho do Teólogo.

1. Os teólogos precisam comunicar com clareza

Tomás de Aquino disse: “não permitas que não entendamos as palavras dos teólogos na nossa vida”.
O Teólogo lida com palavras, faladas e escritas, visando transmitir a Palavra de Deus. Muitos realizam esse processo de um modo rebuscado e difícil. É sua responsabilidade estudar profundamente e comunicar claramente. O bom Teólogo é aquele que consegue traduzir a Palavra de Deus de modo que o povo compreenda.

2. Os teólogos precisam produzir uma teologia relevante

Tomás de Aquino disse: “não permitas que eles falem de uma teologia que não seja encarnada e sempre reveladora”.
O Teólogo lida com gente, com o Verbo encarnado. Sua reflexão não é abstrata, distante da vida. Ele se aproxima da Palavra de Deus do mesmo modo como se aproxima do povo para tratar de realidades concretas que dizem respeito ao dia-dia das pessoas. A veracidade de sua reflexão está na práxis. É ai que ela se revela.

3. Os teólogos precisam vivenciar uma espiritualidade inspiradora

Tomás de Aquino disse: “que seus estudos sejam fruto do Espírito Santo, de oração e de humildade, fonte de esclarecimento para teu povo”.
O Teólogo é dependente do Espírito Santo. Sem Ele, sua teologia é meramente humana e lucubração terrena.  Teologia e espiritualidade são inseparáveis. Quanto mais estuda Deus mais íntimo se torna Dele, pela oração e pela humildade. Ninguém quer um Teólogo prepotente, arrogante, autocentrado. O povo precisa de Teólogos humildes, que sejam servos  e trabalhem para esclarecê-lo.
 
Tomás de Aquino conclui dizendo: “Que Tu não sejas para ninguém, sobre esta terra, apenas um objeto de estudo, mas a rocha segura sobre a qual podemos construir nossa casa”.
Que preciosidade essa compreensão de Tomás de Aquino! Deus não é “apenas um objeto de estudo”. Deus se deixa conhecer em relação. Deus é amor e amor só faz sentido quando há relacionamento. O Teólogo se aproxima de Deus porque Ele é sua fonte de amor e prazer. O estudo é consequência.

Parabéns aos Teólogos e Teólogas. Busquemos ser a resposta de oração do sábio Tomás de Aquino.

Todo o crédito deste texto é de Jorge Henrique Barro, extraído do site da Faculdade de Teologia Sul América.

https://ftsa.edu.br

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Dia Mundial dos Pobres

Há exatamente quatro anos atrás, o Papa Francisco instituiu o dia 15 de novembro como “O Dia Mundial dos Pobres”.

No dia 15 de novembro de 2020, o tema para celebrar e refletir nesta data foi, “Estende a tua mão para o pobre” (cf. Eclo 7,32).

É preciso compreender que a data em questão foi instituída, para provocar reflexão, despertar o altruísmo em todas as pessoas, principalmente aqueles que são cristãos. Em um mundo globalizado que prega o egoísmo, individualismo, onde a preocupação com o outro, é ignorada. Faz bem refletir e se perguntar, “o que eu tenho feito para melhorar a vida do outro?”

Em décadas passadas, muitos foram os movimentos que surgiram com o Concílio Ecumênico Vaticano II, e a Teologia da Libertação, na década de setenta, oitenta, onde muitos bispos, padres, leigos, se destacaram no serviço aos mais vulneráveis, podemos destacar Dom Elder Câmara, Dom Luciano Mendes de Almeida, Dom Pedro Casaldáliga (falecido recentemente), padre Julio Lancellotti (contemporâneo), da Capital Paulista, entre outros, que criam movimentos, associações, saem de trás do altar, de seu conforto para se dedicar aos pobres, e assim, levam muitos cristãos e não cristãos a seguirem seus passos.

Mas seus passos são os passos do mestre, Jesus de Nazaré, que esteve com os pobres, e no meio deles. Pouco a Sagrada Escritura mostra Jesus no Templo ou na Sinagoga. Estender a mão é desejar mudar a vida do outro, fazer de tudo para tirar a pessoa da situação de vulnerabilidade. No Evangelho segundo Mateus 25,14-30, ao lermos a parábola do Homem Rico que antes de viajar distribui talentos de acordo com a capacidade de cada um, para serem multiplicados, entendemos que este Homem é Deus, e aqueles que receberam e recebem os talentos somos todos nós. Deus dá talentos, dons, multiplicar, colocar a serviço é tarefa de cada um.

Em determinado momento da sua alocução o Papa Francisco na oração do Angelus, transmitida para o mundo direto da Praça São Pedro em Roma, se referindo ao Evangelho citado acima, mais o tema do dia Mundial dos Pobres, ele diz que alguns dizem: “Mas, esses padres, esses bispos, que falam dos pobres, pobres… Nós queremos que falem de vida eterna!” Olha irmão e irmã, diz o Papa, “os pobres estão no centro do Evangelho: foi Jesus quem nos ensinou a falar aos pobres”.

Para concluir, todos nós somos dotados de talentos, de dons dados por Deus, para colocar a serviço uns dos outros principalmente dos mais vulneráveis. Estamos nos colocando realmente a serviço, ou estamos nos comportando como aquele que enterra o talento por preguiça, indiferença?

Para fazer o bem, caridade, não precisa ser desta ou daquela religião, deste ou daquele movimento religioso, todos nós podemos e devemos fazer o bem, estender a mão àquele que mais necessita.

Pensem nisso!

Referência:

https://www.vaticannews.va- Alocução do Agelus, do dia 15/11/2020. Praça São Pedro- Roma.

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Insensatez!

É preocupante ler certas notícias e notar no cenário atual que estamos vivendo. Do início do ano “pós carnaval”, até meados de agosto vivemos todos a tensão imposta por um vírus que assolou e ainda assola o mundo, muitas vítimas, vidas ceifadas, desempregos, falência de muitos empresários. Trouxe à tona as verdadeiras intenções de muitos líderes, políticos e religiosos. Um verdadeiro caos.

Ainda estamos vivendo esta tensão, uns continuam no negacionismo e provocando confusão entre as pessoas, outros buscando conviver com a presença deste vírus tomando todo cuidado para proteger a si e os outros.

Em meio a tudo isso a insensatez dos governantes, que no início desta pandemia, antes do carnaval, já deveriam ter posturas concretas de não deixar acontecer aglomerações em decorrência do próprio carnaval. Deixaram. Por quê? Porque carnaval é fonte de lucro, muito dinheiro em jogo. “Deixa o povo se contaminar, depois vejamos o que acontece”. Com certeza foi assim que pensaram. O dinheiro, este deus que cabe no bolso, manda!  

Passamos metade do ano confinados, fecha tudo, o essencial ficou comprometido para conter o vírus. Não poderia ter ocorrido medidas cautelares antes do carnaval? Não, pois ao contrário o dinheiro não entraria no bolso de alguns!

Agora, período eleitoral, muitos candidatos fazendo aglomerações, disseminando o vírus, indo totalmente contra aquilo que defenderam sobre distanciamento social. Houve acordo com o vírus para não agir durante as campanhas? Muita insensatez e hipocrisia.

O site de notícias uol.com.br, veiculou uma transmissão do governador do Estado de São Paulo dia 05/11/2020, as 13h56minh, que demonstra uma “preocupação” do senhor governador com 43 mil mortes que pode acontecer até dia 15/11por conta do vírus. Isso nos leva a pensar que depois do dia 15/11, pode haver novas restrições na vida das pessoas! Não é insensatez?

Libera quase tudo para o pleito eleitoral, como se o vírus não existisse, depois que passar, “imposições arbitrárias no povo”. Política, dinheiro e poder, como sempre, a preocupação com a vida do povo, são de acordo com os interesses de cada momento.

Assim disse Jesus aos amantes do dinheiro, do poder: “Vós sois os que querem passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações; o que é elevado para os homens, é abominável diante de Deus” (cf. Lc 16,15).

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