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“Vai dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão”. (Mt 28, 10).

Este versículo se encontra no Evangelho de Mateus, o qual está inserido no contexto do relato da ressurreição de Jesus.

Ao enviar Maria Madalena aos demais discípulos, Ele diz que o lugar que o encontrarão não é na capital do poder político e religioso – Jerusalém, e sim, no subúrbio, na Galiléia, lá o verão.

O encontro com o ressuscitado se dá junto aos humildes, simples, pois Ele se identifica com eles, é de lá da periferia que o testemunho dos discípulos ganhará os confins da Terra.

Dentro desta reflexão cabe aqui explorar o verbo “ensinar”. Neste envio estão inseridos tudo o que Jesus fez e ensinou, e como seus seguidores deverão agir de agora em diante: “Ensinai a observar tudo o que vos prescrevi” (Mt 28, 20).

É bom recordar que dos seus muitos ensinamentos estão, amar a todos, até os inimigos, ser portador da paz, perdoar sempre, não revidar a uma ofensa (dar a outra face), e muitos outros ensinamentos que poderíamos elencar aqui.

Ao contrário disso, não está inserido no grupo dos discípulos de Jesus, quem faz guerra, quem promove discórdia, quem busca se vingar, quem alcança um patamar mais elevado, pisando no seu semelhante, quem enriquece ilicitamente, quem promove o uso de armas ou promove o aborto, etc…

Por isso nesse verbo “ensinar”, está toda a postura de um discípulo de Jesus, que vai ensinar tudo, com a própria vida, com o jeito de ser, se necessário usará palavras. É na postura coerente do discipulado, que será possível, reconhecer os sinais do ressuscitado presente no tempo e na história.

Então, será que podemos dizer que fazemos parte dos discípulos de Jesus?

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“Que me dareis se vos entregar Jesus?” (cf. Mt 26, 15)

Este talvez sejao fato mais desconcertante que os três evangelistas Mateus, Marcos e Lucasnarram. Custa muito pesar, com efeito, que Jesus tenha sido traído por um de seus seguidores mais íntimos.

As razões de Judas Iscariotes (o tesoureiro do grupo dos doze) para cometer essa traição poderiam ter sido seu amor pelo dinheiro, à ambição, a inveja ou a desilusão.

Qualquer semelhança com a realidade de hoje não é mera coincidência.

No degradante, corrompido e falido cenário político que vivemos há muitos “Judas” ambiciosos, traficantes de influência, que usam do cargo público para favorecer aliados, arrastam atrás de si, outros que se vendem por algumas migalhas e compactuam com seus erros.

Judas também nas Igrejas, que tem falsos pastores que se dizem íntimos de Jesus, mas na verdade seus interesses são outros bem distantes do que Jesus ensinou: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). Ele, Jesus de Nazaré nunca ensinou a buscar riquezas, pedir ouro, propina, nem mandouconstruir igrejas suntuosas (a nenhuma religião), não mandou lavar dinheiro comprando Bíblias, e outras mazelas que fazem em nome da fé.

“Que me dareis se vos entregar Jesus?” Esta pergunta de Judas, continua ecoando no submundo da corrupção. Jesus continua a ser “vendido”, em cada pessoa que é lesada, em sua dignidade, em seus direitos. “Todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40).

Traficantes nem sempre se encontram nas periferias das cidades, e sim nos gabinetes dos poderes públicos, nos cargos de confiança, nos aliados, nas Igrejas, nos que se travestem de pastores para satisfazer seus desejos ambiciosos.

 Deus nunca compactuou ou abençoou as injustiças, e em Jesus de Nazaré, com frequência censurou as atitudes hipócritas, das autoridades políticas e religiosas de seu tempo e continua a censurar as autoridades de hoje que vivem da política corrupta.

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Limpais por fora o copo e o prato e por dentro estais cheios de roubo e de intemperança” (Mt 23, 25).

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Política da Agressividade

Vivemos tempos difíceis nos últimos anos, em que a intolerância e a disseminação de mentiras se tornaram comuns. As ofensas aparecem disfarçadas de “democracia”, “liberdade de expressão”, políticos cada vez mais corruptos e dissimulados que fazem de tudo para satisfazer a fome voraz de suas ganâncias pelo poder. O povo cada vez mais esquecido politicamente. Vivemos o tempo da política da agressividade, da perseguição, do assédio moral, também do uso incorreto da religião para esconder crimes e roubos. Líderes religiosos e até mesmo cristãos que compactuam com esta política da intolerância.

Uma democracia é feita pelo diálogo, respeito ao diferente, tolerância, ética, sem que ninguém se coloque como acusador, juiz e sentenciador de ninguém.

A fé cristã é pautada pelo Evangelho que traz os ensinamentos de Cristo, e como deve se portar aqueles que se dizem cristãos. Nunca houve incentivo à violência, a agressão verbal ou física, por parte de Jesus de Nazaré. Nunca ele mandou seus discípulos pegarem em armas, ou qualquer outro instrumento de morte para se defender, estar ao lado dos pobres, nunca foi comunismo, e sim, cristão, evangélico, porque, é isso que os evangelhos ensinam. Jesus nunca esteve ao lado das elites de seu tempo, mas sempre ao lado dos mais fragilizados e pobres.

Portanto uma pregação do Evangelho nos púlpitos das Igrejas, se não forem contextualizados de nada servem. O Evangelho assim como toda a leitura bíblica deve transmitir a mensagem para os tempos atuais, exatamente como fez o Arcebispo de Aparecida Dom Orlando Brandes, no último 12 de outubro de 2021, com vós profética e forte. Ele não disse nada que Jesus não tenha dito. Quem se diz cristão e conhecedor do Evangelho, conservador, não pode criticar sua reflexão. Pregar só a salvação da alma e esquecer do ser humano por inteiro, é trair todo ensinamento cristão.

Um deputado sem argumento algum usou a tribuna para difamar, ofender, e acusar, tentando abafar a verdade, com acusações generalizadas. Se falássemos que todo político é corrupto generalizando esta afirmação, será que não haveria retaliação e repudio por generalizar a classe política? Política da agressividade!

É bom lembrarmos do nome do “nobre” deputado, para futuras eleições. O nome dele é: Frederico D’Ávila, partido (PSL).

Pensemos nisso. Ou somos verdadeiramente cristãos, e repudiamos todo tipo de violência, exclusão, difamação, ou deixamos de seguir a fé cristã, para não sermos contraditórios e incoerentes.

Ser cristão não é só cumprir preceitos, romantizar a fé, viver no fanatismo religioso, morar dentro da igreja. É ter uma postura de acordo com a fé que diz professar. As ações, atitudes, palavras e escolhas, devem dizer de que lado você está.

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Parabéns Professor!

Neste mês de outubro, mais precisamente no dia 15, comemoramos o dia do professor. É a profissão mais sublime que deve ser enaltecida, e reconhecida por todos.

Graças a essa nobre profissão, que nascem todas as demais. Sem professor, não existe nenhuma outra profissão.

Infelizmente vivemos em uma sociedade que perdeu o senso de valores, há uma inversão sobre o que “vale mais”. O professor é aquele que nos prepara para a vida.

E qual o valor que a sociedade lhe atribui? É ínfimo! Quase nunca é lembrado, é mal remunerado, em lugares recônditos do país o professor é abandonado à própria sorte, se segue em frente é por amor, vocação e dedicação. Porque acredita, que só pela educação, pode haver pessoas melhores, sociedade melhor.

Escandaloso, um político ganhar cem vezes mais, em um cargo que é temporário, e pouco útil muitas vezes para a sociedade, com muitas regalias, e corrupção desmedida, enquanto o professor é desvalorizado. Isto é escândalo, vergonha! Desculpa professor!

Mas, na medida em que tomamos consciência dos verdadeiros valores, passamos, a nos redimir, fazer nossa meia culpa, por todas as vezes que valorizamos, quem não merecia, e desprezamos, quem realmente é importante. Você professor.

Obrigado professor, que todos os dias sejam dia 15 de outubro, você é muito importante, você é aquele que marca a vida de alguém com seu conhecimento, dedicação e ensino. Deus abençoe seu trabalho, sua vocação. Não desanime diante da cegueira da sociedade, segue em frente, com dedicação e competência.

Tem um Deus que saberá recompensar seu esforço, pois você é corresponsável com Ele em transmitir sabedoria e conhecimento.

Feliz dia do professor!

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. (Paulo Freire).

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Cristãos, em cima do muro?

Há muitos cristãos no embalo acalorado do momento político que nosso país está vivendo, que julgam aqueles que preferem ficar mais centrados no seu Mestre, Jesus de Nazaré e viver um cristianismo mais autêntico, com mais diálogo e respeito.

Discordar das brigas e tensões que estão acontecendo, não é ficar em cima do muro. É preciso pensar como Jesus pensaria em situações de políticas em perigo de confronto. Em seu tempo haviam os partidos políticos e religiosos como os Fariseus, Saduceus, Herodianos, esses por diversas vezes tentaram levar Jesus para seu lado! Mas ele escolheu o povo, e não as elites políticas da época!

No momento atual, discordar desta briga não é estar em cima do muro, e sim, propor que nenhum dos lados abra uma perigosa brecha para um eminente confronto entre pessoas que não aceitam dialogar!

 É preciso respeitar quem pensa diferente. Nem centrão, nem esquerda, nem direita, nem golpe, mas diálogo, por mais difícil que seja.

Acredito que Jesus proporia o diálogo, e mandaria a cada um de nós guardar nossa “espada na bainha”, como fez com Pedro! (cf. Jo 18, 10-11).

Jesus de Nazaré, sempre esteve e estará ao lado do povo, da justiça, solidariedade e da paz! Elites políticas só pensam em seus partidos e em se dar bem, faz tempo que deixaram de pensar no povo!

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Onde está o espírito de pertença?

O momento atual em que nosso país e o mundo estão vivendo, exige cada vez mais pessoas centradas, equilibradas, sensatas, éticas, que saibam refletir sobre os sinais dos tempos.

Temos um cenário caótico nos últimos tempos uma pandemia atingiu a humanidade, temos um cenário político, deturpado e corrompido, a intolerância com o diferente, a discriminação as “fobias da vida”, excitação à violência, excluem ou perseguem por pensar diferente. Temos uma sociedade doente e longe do diálogo que promove à paz, a justiça, a solidariedade, a inclusão. Uma sociedade que está dando um show de desequilíbrio!

Como reverter toda esta situação? É preciso ter o espírito de pertença!

Ter espírito de pertença significa ter uma identidade, e isso eu falo com quem se diz cristão, é preciso retornar ao espírito de pertença, como discípulo de Jesus, e começar a assumir esta identidade na sociedade.

Cristão é todo aquele que um dia foi batizado. O batismo não é um evento social, ou para que a pessoa não “morra pagã”, ou para ganhar presente de padrinho rico, isso é uma forma equivocada da fé. O batismo nos configura a Cristo, devemos assumir seu projeto de vida como sendo nosso, e o projeto de vida que Jesus apresentou se chama “Reino de Deus”. Este Reino não está instalado em um lugar geográfico, nem se instalará. O Reino de Deus acontece no coração humano, e ao se desenvolver vai se tornando visível pelas ações e atitudes de cada cristão. Muito mais do que viver na Igreja, é preciso ser Igreja na sociedade, dando testemunho de forma coerente e ético. Isto é ter identidade, isto é ter espírito de pertença.

Cristãos que se envolvem com ideologias, que marginalizam, discriminam, excitam a violência, e trabalham ou apóiam sistemas corruptos, perdem sua identidade, e denigrem a fé. É preciso assumir a identidade de cristãos, sendo sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-16), onde houver ódio, levar o amor, onde houver ofensa, levar o perdão, onde houver dúvida, levar a fé. Como diz São Francisco de Assis. Eu digo mais, levar o diálogo ao invés da discussão. A única arma que o cristão deve portar é este espírito de pertença, transformar a fé na prática cotidiana. A verdadeira religião é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. É fazer o bem. O resto é invenção humana. O termômetro que mede a nossa ligação com Deus é o amor ao próximo, se assim não for à religião é de fachada, é mentirosa (1ª Carta de João 2, 3- 4).

Por isso, cristãos, assumamos o espírito de pertença, e renunciemos às ideologias de morte que nos são apresentadas. Como se diz na gíria popular não podemos ir na “onda!”

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O deus dos Poderosos e o Deus dos Cristãos.

Vivemos em um país de muitas riquezas, porém se acumula nas mãos de uma minoria famigerada da elite egoísta que concentra tudo para si e “resto” para os outros. É nítida a pobreza extrema que muitas famílias brasileiras vivem, sem ter o mínimo de dignidade, falta tudo: educação básica, saúde, trabalho, alimentação de qualidade, o direito de viver de cabeça erguida. Isso é o que pedimos quando oramos na oração do Pai- nosso: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje…”. Mas esta oração tem sido repetida por muitos cristãos sem esta intenção, à qual Jesus de Nazaré ensinou. E principalmente, repetida por elites que ocupam o poder público sem nenhuma preocupação com os mais necessitados.

Ainda falam em nome de um deus que está muito distante de ser o Deus revelado na Bíblia. O deus que algumas classes políticas citam é o deus que apoia o poder, a discriminação, o roubo a corrupção, a violência, intolerância, é o deus do faraó, jamais este deus esteve ou estará ao lado dos pobres e sim dos corruptos que ocupam o poder. O Deus revelado na Bíblia que nós cristãos acreditamos caminha ao lado dos últimos da sociedade, dos excluídos, marginalizados, e os vê, escuta e atende seu clamor. Longe de nós o deus que dizem que deve estar acima de nós! É o deus deles não nosso!

Alguns dias passados foi notícia em todo meio de comunicação na cidade de Cuiabá (MT), pessoas fazendo fila para pegar ossos de boi para ter o que comer. Isso é viver de resto. Isto é o maior dos escândalos em um país tão rico. Em outro momento, também foi noticia em uma cidade do interior de São Paulo, Monte Mor, uma atitude desumana, de um prefeito em forçar moradores de rua a entrarem em um meio de transporte para “despacha-los” em outro município. E o direito de ir e vir garantido pela Constituição? E além dessa atitude mesquinha os chama de “lixo!” Não é lixo, são nossos irmãos! E como este prefeito desumano e mesquinho há outros que muitas vezes tem essa atitude repugnante. É mais fácil descartar do que cuidar! Olhem quem estão colocando no poder! Muitos se disfarçam de religiosos, piedosos, mas na verdade são lobos em peles de ovelha, prontos para devorar.

Como cristãos devemos repudiar tais ações, denunciar, é impossível compactuar com seres desprezíveis, corruptos, e gananciosos. Devem ser eliminados do poder público.

Ou nós cristãos assumimos verdadeiramente que somos discípulos de Jesus, ou renunciemos também a fé, pois o comodismo e o indiferentismo, o compactuar com poderes de morte, não faz parte do discipulado. Cristãos que são aplaudidos pela sociedade, estão traindo Jesus de Nazaré, o verdadeiro profetismo incomoda, mexe na “ferida”. É preciso ir da oração para ação, para que a fé não seja morta.

Homens e mulheres de fé renunciem ao deus do poder este se chama Baal. O Deus verdadeiro caminha no meio do seu povo e olha com justiça, misericórdia e amor, para os mais necessitados, atende seu clamor. Este Deus se chama Emanuel (Deus conosco).

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O poder da influência

Vivemos a pós-modernidade rodeados de conhecimentos, tecnologias, que podem exercer certo tipo de influência nas pessoas, para o bem ou para o mal.

É notório nos dias de hoje, como as pessoas têm uma tendência de se deixar influenciar principalmente por atos que desumanizam a pessoa, praticados por aqueles que exercem algum tipo de poder na sociedade.

Os valores éticos e morais deveriam ser a maior influência na vida de alguém, no entanto, parece desaparecer gradativamente do meio da sociedade, e isso começa desde o berço e se estende aos mais elevados cargos da sociedade.

Já faz algum tempo, por exemplo, que os valores éticos, morais e cristãos, já não influem mais nada nas pessoas, isso porque nosso país é considerado o país mais cristão do mundo! Corrompeu- se aqueles que antes defendiam tais valores.

É mais fácil os meios de comunicação, manipular a consciência das pessoas de descaracterizar os verdadeiros valores, e apresenta-los como se fossem verdadeiros, e como isso incute com facilidade e influencia o comportamento das pessoas!

O crescente número de violência, corrupção, a desvalorização da vida humana, discriminação, intolerância com o diferente, tudo isso são más influências de uma sociedade que perdeu os verdadeiros valores.

Para aqueles que se dizem cristãos, é preciso voltar às origens, e reler os acontecimentos passados à luz dos valores, éticos, morais e cristãos, para uma prática diferente. O que pode transformar a sociedade é o exemplo cristão pautado no amor, na justiça, na solidariedade, não discursos moralistas, mas a prática a postura de quem é cristão, não é morar na Igreja, mas ser Igreja onde está, pois é o exemplo que transforma, contagia, como um fermento na massa, como o sal que dá sabor na medida certa.

Portanto, cristãos, o que te influencia mais, o “esgoto a céu aberto” que rola nos meios de comunicação, ou a Sagrada Escritura? É preciso olhar para dentro de si, para chegar a uma conclusão.

Lembrem-se, a sociedade de hoje precisa de exemplos bons, que tornem presentes o amor, a solidariedade e a justiça visível, credível, é isso que vai derrotar as más influências e transformar a sociedade mais humana.

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IGNORÂNCIA, MAL DE TODOS OS TEMPOS!

Muitos sábios ao longo dos séculos se manifestaram sobre este grande mal que atinge a humanidade. A ignorância.

Cito aqui para começar nossa reflexão alguns sábios que diziam:

“A ignorância é a noite escura da mente” (Confuncio, 551- 478 a.C.).

“Se me perguntar o que é a morte! Respondo-te: a verdadeira morte é a ignorância. Quantos mortos entre vivos!” (Pitágoras, 582- 497 a.C.).

“Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância” (Luther King, 1668).

Este e outros conceitos sobre a ignorância foram emitidos pelos maiores gênios de todos os tempos, em diferentes épocas da história.

Em nosso contexto histórico vemos emergir cada vez mais a ignorância. O que mais chama a atenção é que a ignorância é eminente por parte daqueles que tem diploma. Dizem-se formados em determinadas áreas. E com isso disseminam e formam discípulos tão ignorantes quanto a si mesmos.

Isto nos dá uma compreensão maior dos efeitos, consequências negativas e funestas que estamos vivendo.

Não há mal que não tenha a participação da ignorância. Já observaram que os maiores corruptos políticos e governantes estão em países ou lugares atrasados materialmente e mentalmente? É um escândalo de miséria mental, material e espiritual! Atrasam desenvolvimentos de cidades, Estados e da própria Nação. O conhecimento é a chave de desenvolvimento pessoal e social das populações. É cultivando a ignorância que os maus políticos e governantes se eternizam no poder, à custa do voto fácil, e inconsequente das pessoas de pouco saber, e isso, vem aumentando geometricamente.

Tais indivíduos tendem a formar grupos de pessoas da mesma capacidade mental, a fim de se sentirem fortes, poderosos e seguros. A frustração é a manifestação mais evidente e prejudicial da ignorância, muito evidente em autoridades públicas. A frustração impulsiona o indivíduo à agressividade, a violência, ao negacionismo, a perseguição. Torna-se uma patologia.

Sintomas de um ignorante (aquele que ignora):

Não gosta de estudar, e detesta quem estuda;

Fala alto, ouve tudo alto, e faz barulho em qualquer lugar que esteja;

Não tem limites para nada.

Muitos ignorantes são desonestos e não se incomodam em dar prejuízos aos demais, principalmente quanto aos bens públicos; muitos são agressivos e agem com violência quando encontram oposição aos seus atos e comportamentos instintivos.

Em resumo, o vírus que está aí mata, mas, a ignorância de muitas pessoas, e líderes, mata muito mais quando desdenham da ciência, do saber.

Cuidemos para não fazermos parte deste grupo!

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Pergunta com “sabor” de hipocrisia

Este tema para reflexão está no contexto do Evangelho segundo São Marcos capítulo 12, 13- 17, no qual são enviados até Jesus de Nazaré alguns fariseus e herodianos.

Os fariseus representam os fanáticos religiosos daquele tempo e muitas vezes dos dias de hoje. Os herodianos representam os colaboracionistas com o império romano, políticos da época e de todos os tempos.

A pergunta que estes grupos fazem a Jesus tem sabor de hipocrisia, pois a intenção é apanha-lo em suas próprias palavras.

A pergunta é capciosa: “É permitido que se pague o imposto a César, ou não? Devemos ou não pagá-lo? (cf, v. 14).

Jesus que conhece a intenção do coração humano, não cai nessa cilada. Ao contrário pede que lhe apresentem um denário, moeda corrente da época, que tem a imagem do imperador Tibério Cesar, e uma legenda que afirmava sua divindade, e Jesus lhes faz outra pergunta: “De quem é esta imagem e a inscrição?” eles respondem que é de César. Então muito sabiamente Jesus lhes diz: “De a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Assim, de uma vez por todas, Jesus mostra sua posição a qual se opõe a qualquer projeto teocrático ou ditatorial imposto por governantes que pensam ser deuses ou senhores do mundo. Dar a Deus o que é de Deus significa que Deus não se identifica com nenhum projeto político em particular, mas com todos aqueles que se identifiquem com as necessidades do povo. E dar a César o que é de César significa que Jesus reconhece a autonomia do poder civil, mas recusa sua divinização.

Para nossos dias este texto é muito atual, pois ainda hoje há pessoas que se dizem religiosos, que divinizam alguns políticos, isso é distorcer a fé que professam. Por outro lado, há políticos que se sentem donos do poder (deuses), e enganam o povo com uma falsa imagem de Deus, mas o Deus que eles apresentam é um Deus mesquinho, que está ligado aos seus próprios interesses e jamais está preocupado com o povo. Deus não pertence a nenhum partido político, nem mesmo a esta ou aquela instituição religiosa, Deus está acima de tudo isso, e como diz o texto bíblico que cito como base para esta reflexão, Deus se coloca ao lado daqueles que identificam as necessidades do povo, principalmente os mais pobres.

Pensem nisso. Antes de defender este ou aquele partido, verifiquem se estão pensando no povo ou apresentam projeto para o povo e não somente para a elite que lhes recompensa por isso! Não se iludam porque usam o nome de Deus, isso até o diabo faz e a Sagrada Escritura nos mostra com frequência isso.

O Deus verdadeiro não usa de violência, não instiga uso de armas, não privilegia este ou aquele, mas ama a todos. E aprendam com Jesus de Nazaré a discernir as hipocrisias cotidianas para não cair nos laços dos inimigos.

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