É preocupante ler certas notícias e notar no cenário atual que estamos vivendo. Do início do ano “pós carnaval”, até meados de agosto vivemos todos a tensão imposta por um vírus que assolou e ainda assola o mundo, muitas vítimas, vidas ceifadas, desempregos, falência de muitos empresários. Trouxe à tona as verdadeiras intenções de muitos líderes, políticos e religiosos. Um verdadeiro caos.
Ainda estamos vivendo esta tensão, uns continuam no negacionismo e provocando confusão entre as pessoas, outros buscando conviver com a presença deste vírus tomando todo cuidado para proteger a si e os outros.
Em meio a tudo isso a insensatez dos governantes, que no início desta pandemia, antes do carnaval, já deveriam ter posturas concretas de não deixar acontecer aglomerações em decorrência do próprio carnaval. Deixaram. Por quê? Porque carnaval é fonte de lucro, muito dinheiro em jogo. “Deixa o povo se contaminar, depois vejamos o que acontece”. Com certeza foi assim que pensaram. O dinheiro, este deus que cabe no bolso, manda!
Passamos metade do ano confinados, fecha tudo, o essencial ficou comprometido para conter o vírus. Não poderia ter ocorrido medidas cautelares antes do carnaval? Não, pois ao contrário o dinheiro não entraria no bolso de alguns!
Agora, período eleitoral, muitos candidatos fazendo aglomerações, disseminando o vírus, indo totalmente contra aquilo que defenderam sobre distanciamento social. Houve acordo com o vírus para não agir durante as campanhas? Muita insensatez e hipocrisia.
O site de notícias uol.com.br, veiculou uma transmissão do governador do Estado de São Paulo dia 05/11/2020, as 13h56minh, que demonstra uma “preocupação” do senhor governador com 43 mil mortes que pode acontecer até dia 15/11por conta do vírus. Isso nos leva a pensar que depois do dia 15/11, pode haver novas restrições na vida das pessoas! Não é insensatez?
Libera quase tudo para o pleito eleitoral, como se o vírus não existisse, depois que passar, “imposições arbitrárias no povo”. Política, dinheiro e poder, como sempre, a preocupação com a vida do povo, são de acordo com os interesses de cada momento.
Assim disse Jesus aos amantes do dinheiro, do poder: “Vós sois os que querem passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações; o que é elevado para os homens, é abominável diante de Deus” (cf. Lc 16,15).
