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Deus só sabe Amar!

“ Eu não tenho prazer na morte de quem quer que seja, oráculo do Senhor” (Ez. 18,32).

Desde que o mundo tomou conhecimento da pandemia viral que está afetando a todos, acompanhamos pelas redes sociais muitas orações, pregações e ensinamentos equivocados sobre Deus, mostrando muitas vezes uma imagem caricata de um Deus verdadeiramente horroroso, castigador, atribuindo a Ele o mal que nos aflige. Isto não tem base nem fundamento, não apresenta esperança, a não ser terror psicológico e opressão.

O Deus revelado por Jesus Cristo é amor, misericórdia, compaixão, um Deus que nos ama com amor de mãe.

Precisamos como cristãos filtrar aquilo que lemos, ouvimos, e de onde ouvimos para não disseminar inverdades em nossas redes sociais.

O professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/SP (PUC- SP), Fernando Altemeyer Junior escreveu recentemente sobre amuletos e proteção. Em um trecho o professor destaca que “a maneira de ver a religião como amuleto de sorte, ou posse de objetos sagrados que salvassem do mal que todos estamos submetidos, é tremendamente defeituosa e caricata de Deus. Falsifica Deus, e o faz ser um agente do mal”. Em outro trecho o teólogo afirma que “a oração não é vacina nem antidoto, se fosse assim as dezenas de padres mortos em Bolonha estariam vivos! Fé é força da esperança de quem crê e confia sem resultados aparentes. Pessoas de fé morrem e as vezes mais que os incrédulos. Fé não salva uns e mata outros, protegendo uns e descriminando outros. Se fosse assim, estaríamos dizendo que Deus detesta Itália e ama o Brasil”.  

“Deus nos ama por igual, crente ou ateu, mesmo se não rezássemos nem um pai-nosso. Deus é Pai e perdoa antes que abramos nossa boca. Atenção para este tipo de religião mágica de barganha e privilégios”.

É preciso ter discernimento principalmente nos momentos difíceis da vida. Fechem os ouvidos para tais pregadores sensacionalistas e fundamentalistas, de qualquer denominação religiosa, que visa ganhar adeptos para si não para Deus.

No mesmo artigo que cita o professor Altemeyer, há uma entrevista com o Bispo presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da (CNBB), Dom Pedro Carlos Cipollini, ele esclarece a respeito desta pandemia à luz da fé. Dom Pedro é questionado se Deus manda o vírus para converter o povo, ele responde: “ Não é Deus que manda. Esta visão de que Deus castiga e pune não está de acordo com a revelação que Jesus nos faz do Pai, que não quer a morte do pegador, mas que se converta e viva. Jesus disse ainda quero a misericórdia e não sacrifício”.

Em outro trecho da entrevista Dom Pedro diz que: “Deus permite as consequências das ações do próprio homem que hoje por exemplo está de certa forma, destruindo a natureza, a terra, a nossa casa comum. Isto porque Deus, é Pai, mas não paternalista, ele permite que soframos as consequências de nossas escolhas”.

Deus é Pai, não paternalista, Ele perdoa os nossos pecados, mas suas consequências permanecem. “A fé é sempre uma armadura do espírito, mais que evitar, vencer o mal em todas as suas manifestações”, nos diz Dom Pedro.

Caros leitores, passemos por este tempo difícil com fé e esperança no Deus da vida. O Deus que castiga é falso, não existe.

Referência

Site : http://www.cnbb.org.br – 03/04/2020.

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Meu primeiro post no blog

TEOLOGIA DA PERIFERIA

A SERVIÇO DA VIDA

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A água viva do Espírito Santo

O tempo presente em que vivemos, é marcado por ideologias, individualismo, indiferentismo, descrença, manipulação da fé. “Quando Jesus voltar, encontrará fé sobre a terra?”

Muitos cristãos deixaram- se seduzir, por estas realidades, e o testemunho que cada cristão deve dar no mundo, na sociedade em que vive, está escondido, no íntimo de cada um. Se os cristãos não tomarem consciência da missão de continuar, o projeto de Jesus de Nazaré, pois esta missão foi dada pelo próprio Jesus, quando disse: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todos os povos” (cf. Mc 16, 15). Pregar o Evangelho, não com discursos, mas com um novo estilo de vida, o projeto de Jesus morrerá em cada cristão. Nossos antepassados, os primeiros cristãos levaram a sério esta ordem de Jesus, tanto que o Evangelho atravessou o oceano, e chegou até nós.

Se cada pai, mãe, avós cristãos, não continuar esta missão em seus lares com sua prole, repito, a Boa Nova do Reino morrerá e não seguirá a diante. Jesus já completou sua missão e voltou para o Pai, agora é dever de cada cristão continuar esta missão, mas para isso, é preciso contar com a força do alto, agora é o tempo do Espírito Santo, que habita no coração de cada cristão.

“A água que eu lhe der se tornará nele fonte de água viva que jorra para a vida eterna” (Jo 4, 14).

Porque o Senhor da o nome de “água” à graça do Espírito Santo? Certamente porque tudo o que vive e respira tem necessidade de água; ela sustenta tudo. A água das chuvas cai do céu; e embora caia sempre do mesmo modo, da mesma forma produz efeitos muito variados. Ao cair sobre a terra acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessita.

Com o Espírito Santo acontece o mesmo. Sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui a graça a cada um conforme lhe apraz.Assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos frutos, assim também, a alma, ao receber o Espírito Santo, produzirá frutos de justiça e continuará o projeto de Jesus.

Cristãos, desejem esta água viva, deixem-se regar, pelo Espírito Santo, e frutifiquem em boas obras, a missão que receberam no dia do batismo. O mundo precisa conhecer a Boa Nova do Reino de Deus, que se traduz em amor, justiça, paz, dignidade para todos, sem excluir ninguém.

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“Vai dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão”. (Mt 28, 10).

Este versículo se encontra no Evangelho de Mateus, o qual está inserido no contexto do relato da ressurreição de Jesus.

Ao enviar Maria Madalena aos demais discípulos, Ele diz que o lugar que o encontrarão não é na capital do poder político e religioso – Jerusalém, e sim, no subúrbio, na Galiléia, lá o verão.

O encontro com o ressuscitado se dá junto aos humildes, simples, pois Ele se identifica com eles, é de lá da periferia que o testemunho dos discípulos ganhará os confins da Terra.

Dentro desta reflexão cabe aqui explorar o verbo “ensinar”. Neste envio estão inseridos tudo o que Jesus fez e ensinou, e como seus seguidores deverão agir de agora em diante: “Ensinai a observar tudo o que vos prescrevi” (Mt 28, 20).

É bom recordar que dos seus muitos ensinamentos estão, amar a todos, até os inimigos, ser portador da paz, perdoar sempre, não revidar a uma ofensa (dar a outra face), e muitos outros ensinamentos que poderíamos elencar aqui.

Ao contrário disso, não está inserido no grupo dos discípulos de Jesus, quem faz guerra, quem promove discórdia, quem busca se vingar, quem alcança um patamar mais elevado, pisando no seu semelhante, quem enriquece ilicitamente, quem promove o uso de armas ou promove o aborto, etc…

Por isso nesse verbo “ensinar”, está toda a postura de um discípulo de Jesus, que vai ensinar tudo, com a própria vida, com o jeito de ser, se necessário usará palavras. É na postura coerente do discipulado, que será possível, reconhecer os sinais do ressuscitado presente no tempo e na história.

Então, será que podemos dizer que fazemos parte dos discípulos de Jesus?

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“Que me dareis se vos entregar Jesus?” (cf. Mt 26, 15)

Este talvez sejao fato mais desconcertante que os três evangelistas Mateus, Marcos e Lucasnarram. Custa muito pesar, com efeito, que Jesus tenha sido traído por um de seus seguidores mais íntimos.

As razões de Judas Iscariotes (o tesoureiro do grupo dos doze) para cometer essa traição poderiam ter sido seu amor pelo dinheiro, à ambição, a inveja ou a desilusão.

Qualquer semelhança com a realidade de hoje não é mera coincidência.

No degradante, corrompido e falido cenário político que vivemos há muitos “Judas” ambiciosos, traficantes de influência, que usam do cargo público para favorecer aliados, arrastam atrás de si, outros que se vendem por algumas migalhas e compactuam com seus erros.

Judas também nas Igrejas, que tem falsos pastores que se dizem íntimos de Jesus, mas na verdade seus interesses são outros bem distantes do que Jesus ensinou: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). Ele, Jesus de Nazaré nunca ensinou a buscar riquezas, pedir ouro, propina, nem mandouconstruir igrejas suntuosas (a nenhuma religião), não mandou lavar dinheiro comprando Bíblias, e outras mazelas que fazem em nome da fé.

“Que me dareis se vos entregar Jesus?” Esta pergunta de Judas, continua ecoando no submundo da corrupção. Jesus continua a ser “vendido”, em cada pessoa que é lesada, em sua dignidade, em seus direitos. “Todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40).

Traficantes nem sempre se encontram nas periferias das cidades, e sim nos gabinetes dos poderes públicos, nos cargos de confiança, nos aliados, nas Igrejas, nos que se travestem de pastores para satisfazer seus desejos ambiciosos.

 Deus nunca compactuou ou abençoou as injustiças, e em Jesus de Nazaré, com frequência censurou as atitudes hipócritas, das autoridades políticas e religiosas de seu tempo e continua a censurar as autoridades de hoje que vivem da política corrupta.

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Limpais por fora o copo e o prato e por dentro estais cheios de roubo e de intemperança” (Mt 23, 25).

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Política da Agressividade

Vivemos tempos difíceis nos últimos anos, em que a intolerância e a disseminação de mentiras se tornaram comuns. As ofensas aparecem disfarçadas de “democracia”, “liberdade de expressão”, políticos cada vez mais corruptos e dissimulados que fazem de tudo para satisfazer a fome voraz de suas ganâncias pelo poder. O povo cada vez mais esquecido politicamente. Vivemos o tempo da política da agressividade, da perseguição, do assédio moral, também do uso incorreto da religião para esconder crimes e roubos. Líderes religiosos e até mesmo cristãos que compactuam com esta política da intolerância.

Uma democracia é feita pelo diálogo, respeito ao diferente, tolerância, ética, sem que ninguém se coloque como acusador, juiz e sentenciador de ninguém.

A fé cristã é pautada pelo Evangelho que traz os ensinamentos de Cristo, e como deve se portar aqueles que se dizem cristãos. Nunca houve incentivo à violência, a agressão verbal ou física, por parte de Jesus de Nazaré. Nunca ele mandou seus discípulos pegarem em armas, ou qualquer outro instrumento de morte para se defender, estar ao lado dos pobres, nunca foi comunismo, e sim, cristão, evangélico, porque, é isso que os evangelhos ensinam. Jesus nunca esteve ao lado das elites de seu tempo, mas sempre ao lado dos mais fragilizados e pobres.

Portanto uma pregação do Evangelho nos púlpitos das Igrejas, se não forem contextualizados de nada servem. O Evangelho assim como toda a leitura bíblica deve transmitir a mensagem para os tempos atuais, exatamente como fez o Arcebispo de Aparecida Dom Orlando Brandes, no último 12 de outubro de 2021, com vós profética e forte. Ele não disse nada que Jesus não tenha dito. Quem se diz cristão e conhecedor do Evangelho, conservador, não pode criticar sua reflexão. Pregar só a salvação da alma e esquecer do ser humano por inteiro, é trair todo ensinamento cristão.

Um deputado sem argumento algum usou a tribuna para difamar, ofender, e acusar, tentando abafar a verdade, com acusações generalizadas. Se falássemos que todo político é corrupto generalizando esta afirmação, será que não haveria retaliação e repudio por generalizar a classe política? Política da agressividade!

É bom lembrarmos do nome do “nobre” deputado, para futuras eleições. O nome dele é: Frederico D’Ávila, partido (PSL).

Pensemos nisso. Ou somos verdadeiramente cristãos, e repudiamos todo tipo de violência, exclusão, difamação, ou deixamos de seguir a fé cristã, para não sermos contraditórios e incoerentes.

Ser cristão não é só cumprir preceitos, romantizar a fé, viver no fanatismo religioso, morar dentro da igreja. É ter uma postura de acordo com a fé que diz professar. As ações, atitudes, palavras e escolhas, devem dizer de que lado você está.

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Parabéns Professor!

Neste mês de outubro, mais precisamente no dia 15, comemoramos o dia do professor. É a profissão mais sublime que deve ser enaltecida, e reconhecida por todos.

Graças a essa nobre profissão, que nascem todas as demais. Sem professor, não existe nenhuma outra profissão.

Infelizmente vivemos em uma sociedade que perdeu o senso de valores, há uma inversão sobre o que “vale mais”. O professor é aquele que nos prepara para a vida.

E qual o valor que a sociedade lhe atribui? É ínfimo! Quase nunca é lembrado, é mal remunerado, em lugares recônditos do país o professor é abandonado à própria sorte, se segue em frente é por amor, vocação e dedicação. Porque acredita, que só pela educação, pode haver pessoas melhores, sociedade melhor.

Escandaloso, um político ganhar cem vezes mais, em um cargo que é temporário, e pouco útil muitas vezes para a sociedade, com muitas regalias, e corrupção desmedida, enquanto o professor é desvalorizado. Isto é escândalo, vergonha! Desculpa professor!

Mas, na medida em que tomamos consciência dos verdadeiros valores, passamos, a nos redimir, fazer nossa meia culpa, por todas as vezes que valorizamos, quem não merecia, e desprezamos, quem realmente é importante. Você professor.

Obrigado professor, que todos os dias sejam dia 15 de outubro, você é muito importante, você é aquele que marca a vida de alguém com seu conhecimento, dedicação e ensino. Deus abençoe seu trabalho, sua vocação. Não desanime diante da cegueira da sociedade, segue em frente, com dedicação e competência.

Tem um Deus que saberá recompensar seu esforço, pois você é corresponsável com Ele em transmitir sabedoria e conhecimento.

Feliz dia do professor!

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. (Paulo Freire).

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Cristãos, em cima do muro?

Há muitos cristãos no embalo acalorado do momento político que nosso país está vivendo, que julgam aqueles que preferem ficar mais centrados no seu Mestre, Jesus de Nazaré e viver um cristianismo mais autêntico, com mais diálogo e respeito.

Discordar das brigas e tensões que estão acontecendo, não é ficar em cima do muro. É preciso pensar como Jesus pensaria em situações de políticas em perigo de confronto. Em seu tempo haviam os partidos políticos e religiosos como os Fariseus, Saduceus, Herodianos, esses por diversas vezes tentaram levar Jesus para seu lado! Mas ele escolheu o povo, e não as elites políticas da época!

No momento atual, discordar desta briga não é estar em cima do muro, e sim, propor que nenhum dos lados abra uma perigosa brecha para um eminente confronto entre pessoas que não aceitam dialogar!

 É preciso respeitar quem pensa diferente. Nem centrão, nem esquerda, nem direita, nem golpe, mas diálogo, por mais difícil que seja.

Acredito que Jesus proporia o diálogo, e mandaria a cada um de nós guardar nossa “espada na bainha”, como fez com Pedro! (cf. Jo 18, 10-11).

Jesus de Nazaré, sempre esteve e estará ao lado do povo, da justiça, solidariedade e da paz! Elites políticas só pensam em seus partidos e em se dar bem, faz tempo que deixaram de pensar no povo!

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Onde está o espírito de pertença?

O momento atual em que nosso país e o mundo estão vivendo, exige cada vez mais pessoas centradas, equilibradas, sensatas, éticas, que saibam refletir sobre os sinais dos tempos.

Temos um cenário caótico nos últimos tempos uma pandemia atingiu a humanidade, temos um cenário político, deturpado e corrompido, a intolerância com o diferente, a discriminação as “fobias da vida”, excitação à violência, excluem ou perseguem por pensar diferente. Temos uma sociedade doente e longe do diálogo que promove à paz, a justiça, a solidariedade, a inclusão. Uma sociedade que está dando um show de desequilíbrio!

Como reverter toda esta situação? É preciso ter o espírito de pertença!

Ter espírito de pertença significa ter uma identidade, e isso eu falo com quem se diz cristão, é preciso retornar ao espírito de pertença, como discípulo de Jesus, e começar a assumir esta identidade na sociedade.

Cristão é todo aquele que um dia foi batizado. O batismo não é um evento social, ou para que a pessoa não “morra pagã”, ou para ganhar presente de padrinho rico, isso é uma forma equivocada da fé. O batismo nos configura a Cristo, devemos assumir seu projeto de vida como sendo nosso, e o projeto de vida que Jesus apresentou se chama “Reino de Deus”. Este Reino não está instalado em um lugar geográfico, nem se instalará. O Reino de Deus acontece no coração humano, e ao se desenvolver vai se tornando visível pelas ações e atitudes de cada cristão. Muito mais do que viver na Igreja, é preciso ser Igreja na sociedade, dando testemunho de forma coerente e ético. Isto é ter identidade, isto é ter espírito de pertença.

Cristãos que se envolvem com ideologias, que marginalizam, discriminam, excitam a violência, e trabalham ou apóiam sistemas corruptos, perdem sua identidade, e denigrem a fé. É preciso assumir a identidade de cristãos, sendo sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-16), onde houver ódio, levar o amor, onde houver ofensa, levar o perdão, onde houver dúvida, levar a fé. Como diz São Francisco de Assis. Eu digo mais, levar o diálogo ao invés da discussão. A única arma que o cristão deve portar é este espírito de pertença, transformar a fé na prática cotidiana. A verdadeira religião é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. É fazer o bem. O resto é invenção humana. O termômetro que mede a nossa ligação com Deus é o amor ao próximo, se assim não for à religião é de fachada, é mentirosa (1ª Carta de João 2, 3- 4).

Por isso, cristãos, assumamos o espírito de pertença, e renunciemos às ideologias de morte que nos são apresentadas. Como se diz na gíria popular não podemos ir na “onda!”

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O verdadeiro fermento

Guardai- vos com cuidado do fermento dos fariseus e dos saduceus” (Mt 16, 6).
Inicio com esta advertência que Jesus faz a seus discípulos. No contexto em que esta advertência se dá, se refere aos grupos adversários de Jesus que se unem para pô- ló à prova. Para melhor compreensão sugiro ler Mateus 16, 1- 12.
Nos dias de hoje sabemos que discípulos de Jesus são todos os cristãos batizados. E como cristãos, devemos entender esta advertência do Mestre a cada um de nós, pois ele nos chama a um discernimento entre o fermento da hipocrisia e o fermento do Reino de Deus que é anunciado, este deve ser conservado sem contaminação e deve ser partilhado com todos.
É notório no momento atual que vivemos, o fermento dos que se dizem “discípulos” de Jesus levedar a massa com o fermento da hipocrisia, da confusão, da distorção da imagem e do ensinamento de Jesus. É preciso que os cristãos verdadeiros se levantem impelidos pelo Espírito de Jesus, para combater este espírito de confusão que paira na atmosfera de nosso país.
Espírito de confusão, porque é descabido, dizer: “Sou cristão, conservador, armamentista abortista, homofóbico, machista, etc”…, defender o espírito de divisão (sabemos quem é o divisor), como se fossem os mais fiéis cristãos, e mais, o grande descalabro de fazer parecer que Jesus aprova tudo isso.
Quando que ser armamentista e todos os “istas” está ligado ao seguimento de Jesus? Se o Reino de Deus é amor, justiça e paz!, Quando que criar confusão distorcendo a verdade é ser cristão? Quando que defender a violência ou qualquer outra forma de matar a vida humana é ser cristão?
Cristãos sejam atentos ao chamado que Jesus faz, ao discernimento, antes de sair por aí achando que estão defendendo a verdadeira fé, quando não estão. Cuidado com este tipo de fermento! Este deus que dizem estar acima de todos não é o Deus dos cristãos! Renunciemos a este falso deus!
Pensem nisso, o pão que Jesus reparte é do reinado de Deus, nascido do fermento novo de seu ensinamento. Este é o pão que os verdadeiros discípulos devem conservar sem contaminação e, além do mais, partilhar com todos.

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O deus dos Poderosos e o Deus dos Cristãos.

Vivemos em um país de muitas riquezas, porém se acumula nas mãos de uma minoria famigerada da elite egoísta que concentra tudo para si e “resto” para os outros. É nítida a pobreza extrema que muitas famílias brasileiras vivem, sem ter o mínimo de dignidade, falta tudo: educação básica, saúde, trabalho, alimentação de qualidade, o direito de viver de cabeça erguida. Isso é o que pedimos quando oramos na oração do Pai- nosso: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje…”. Mas esta oração tem sido repetida por muitos cristãos sem esta intenção, à qual Jesus de Nazaré ensinou. E principalmente, repetida por elites que ocupam o poder público sem nenhuma preocupação com os mais necessitados.

Ainda falam em nome de um deus que está muito distante de ser o Deus revelado na Bíblia. O deus que algumas classes políticas citam é o deus que apoia o poder, a discriminação, o roubo a corrupção, a violência, intolerância, é o deus do faraó, jamais este deus esteve ou estará ao lado dos pobres e sim dos corruptos que ocupam o poder. O Deus revelado na Bíblia que nós cristãos acreditamos caminha ao lado dos últimos da sociedade, dos excluídos, marginalizados, e os vê, escuta e atende seu clamor. Longe de nós o deus que dizem que deve estar acima de nós! É o deus deles não nosso!

Alguns dias passados foi notícia em todo meio de comunicação na cidade de Cuiabá (MT), pessoas fazendo fila para pegar ossos de boi para ter o que comer. Isso é viver de resto. Isto é o maior dos escândalos em um país tão rico. Em outro momento, também foi noticia em uma cidade do interior de São Paulo, Monte Mor, uma atitude desumana, de um prefeito em forçar moradores de rua a entrarem em um meio de transporte para “despacha-los” em outro município. E o direito de ir e vir garantido pela Constituição? E além dessa atitude mesquinha os chama de “lixo!” Não é lixo, são nossos irmãos! E como este prefeito desumano e mesquinho há outros que muitas vezes tem essa atitude repugnante. É mais fácil descartar do que cuidar! Olhem quem estão colocando no poder! Muitos se disfarçam de religiosos, piedosos, mas na verdade são lobos em peles de ovelha, prontos para devorar.

Como cristãos devemos repudiar tais ações, denunciar, é impossível compactuar com seres desprezíveis, corruptos, e gananciosos. Devem ser eliminados do poder público.

Ou nós cristãos assumimos verdadeiramente que somos discípulos de Jesus, ou renunciemos também a fé, pois o comodismo e o indiferentismo, o compactuar com poderes de morte, não faz parte do discipulado. Cristãos que são aplaudidos pela sociedade, estão traindo Jesus de Nazaré, o verdadeiro profetismo incomoda, mexe na “ferida”. É preciso ir da oração para ação, para que a fé não seja morta.

Homens e mulheres de fé renunciem ao deus do poder este se chama Baal. O Deus verdadeiro caminha no meio do seu povo e olha com justiça, misericórdia e amor, para os mais necessitados, atende seu clamor. Este Deus se chama Emanuel (Deus conosco).

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O poder da influência

Vivemos a pós-modernidade rodeados de conhecimentos, tecnologias, que podem exercer certo tipo de influência nas pessoas, para o bem ou para o mal.

É notório nos dias de hoje, como as pessoas têm uma tendência de se deixar influenciar principalmente por atos que desumanizam a pessoa, praticados por aqueles que exercem algum tipo de poder na sociedade.

Os valores éticos e morais deveriam ser a maior influência na vida de alguém, no entanto, parece desaparecer gradativamente do meio da sociedade, e isso começa desde o berço e se estende aos mais elevados cargos da sociedade.

Já faz algum tempo, por exemplo, que os valores éticos, morais e cristãos, já não influem mais nada nas pessoas, isso porque nosso país é considerado o país mais cristão do mundo! Corrompeu- se aqueles que antes defendiam tais valores.

É mais fácil os meios de comunicação, manipular a consciência das pessoas de descaracterizar os verdadeiros valores, e apresenta-los como se fossem verdadeiros, e como isso incute com facilidade e influencia o comportamento das pessoas!

O crescente número de violência, corrupção, a desvalorização da vida humana, discriminação, intolerância com o diferente, tudo isso são más influências de uma sociedade que perdeu os verdadeiros valores.

Para aqueles que se dizem cristãos, é preciso voltar às origens, e reler os acontecimentos passados à luz dos valores, éticos, morais e cristãos, para uma prática diferente. O que pode transformar a sociedade é o exemplo cristão pautado no amor, na justiça, na solidariedade, não discursos moralistas, mas a prática a postura de quem é cristão, não é morar na Igreja, mas ser Igreja onde está, pois é o exemplo que transforma, contagia, como um fermento na massa, como o sal que dá sabor na medida certa.

Portanto, cristãos, o que te influencia mais, o “esgoto a céu aberto” que rola nos meios de comunicação, ou a Sagrada Escritura? É preciso olhar para dentro de si, para chegar a uma conclusão.

Lembrem-se, a sociedade de hoje precisa de exemplos bons, que tornem presentes o amor, a solidariedade e a justiça visível, credível, é isso que vai derrotar as más influências e transformar a sociedade mais humana.

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