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IGNORÂNCIA, MAL DE TODOS OS TEMPOS!

Muitos sábios ao longo dos séculos se manifestaram sobre este grande mal que atinge a humanidade. A ignorância.

Cito aqui para começar nossa reflexão alguns sábios que diziam:

“A ignorância é a noite escura da mente” (Confuncio, 551- 478 a.C.).

“Se me perguntar o que é a morte! Respondo-te: a verdadeira morte é a ignorância. Quantos mortos entre vivos!” (Pitágoras, 582- 497 a.C.).

“Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância” (Luther King, 1668).

Este e outros conceitos sobre a ignorância foram emitidos pelos maiores gênios de todos os tempos, em diferentes épocas da história.

Em nosso contexto histórico vemos emergir cada vez mais a ignorância. O que mais chama a atenção é que a ignorância é eminente por parte daqueles que tem diploma. Dizem-se formados em determinadas áreas. E com isso disseminam e formam discípulos tão ignorantes quanto a si mesmos.

Isto nos dá uma compreensão maior dos efeitos, consequências negativas e funestas que estamos vivendo.

Não há mal que não tenha a participação da ignorância. Já observaram que os maiores corruptos políticos e governantes estão em países ou lugares atrasados materialmente e mentalmente? É um escândalo de miséria mental, material e espiritual! Atrasam desenvolvimentos de cidades, Estados e da própria Nação. O conhecimento é a chave de desenvolvimento pessoal e social das populações. É cultivando a ignorância que os maus políticos e governantes se eternizam no poder, à custa do voto fácil, e inconsequente das pessoas de pouco saber, e isso, vem aumentando geometricamente.

Tais indivíduos tendem a formar grupos de pessoas da mesma capacidade mental, a fim de se sentirem fortes, poderosos e seguros. A frustração é a manifestação mais evidente e prejudicial da ignorância, muito evidente em autoridades públicas. A frustração impulsiona o indivíduo à agressividade, a violência, ao negacionismo, a perseguição. Torna-se uma patologia.

Sintomas de um ignorante (aquele que ignora):

Não gosta de estudar, e detesta quem estuda;

Fala alto, ouve tudo alto, e faz barulho em qualquer lugar que esteja;

Não tem limites para nada.

Muitos ignorantes são desonestos e não se incomodam em dar prejuízos aos demais, principalmente quanto aos bens públicos; muitos são agressivos e agem com violência quando encontram oposição aos seus atos e comportamentos instintivos.

Em resumo, o vírus que está aí mata, mas, a ignorância de muitas pessoas, e líderes, mata muito mais quando desdenham da ciência, do saber.

Cuidemos para não fazermos parte deste grupo!

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Pequena Semente. Grande Colheita!

Diante do “poder” do mal muitas vezes nos vemos desanimados, pensando que o mal sempre tem a última palavra.

O mal muitas vezes está travestido do bem! Vive de mentira e engano, se traveste de religioso “pietista”, de político “salvador da pátria” usa do nome de Deus para obter vantagens, toma para si projetos que nunca trabalhou, usa das pessoas para galgar fama, sucesso, prestígio, se faz de bom para com todos para conseguir o que almeja, faz tráfico de influência no cargo que ocupa tudo isso travestido de bem, mas na verdade é um grande falsário hipócrita a serviço do anti-cristo. É o mal que vai crescendo em nosso meio com estas artimanhas diabólicas.

Para aquele que tem fé e crê no Deus apresentado por Jesus de Nazaré, faz o caminho oposto de tudo que foi citado acima.

O homem e a mulher de fé toma para si o projeto que Jesus denominou como Reino de Deus. Este Reino de Deus é totalmente oposto aos reinos deste mundo. E vai crescendo de maneira gradativa sem balbúrdia, vai crescendo por etapas e chega até os céus. O Reino de Deus baseia-se no que é pequeno, no amor, na solidariedade, na misericórdia, na justiça.

Baseia-se no que é pequeno, porque tudo isso é lançado no coração humano como uma pequena semente, e vai se transformando em ações, vai vencendo o mal com suas artimanhas, por isso o Reino de Deus anunciado por Jesus não está em um lugar geográfico, mas dentro do coração do homem e da mulher que abraça este projeto e a partir das suas pequenas atitudes de bondade, este Reino vai se transformando em realidade no meio da sociedade.

Quem abraça o projeto de Jesus caminha na serenidade, e na certeza que o mal tem “pé de barro”, e um dia cai por terra não dura para sempre. Mas isso vai acontecer quando deixarmos Deus trabalhar nesta semente do Reino lançado em nossos corações. O Reino é de Deus não nosso, Ele faz a semente germinar e se espalhar a seu tempo.

Portanto, não desanime se o mal parece invencível, não é, cada um de nós tem as sementes do Reino dentro de nós é só deixar Deus trabalhar, para esta semente dar seus frutos no tempo certo e o mal será derrotado não com a violência, com armas, mas com os frutos da pequenina semente do Reino de Deus.

(Conferir Evangelho de Marcos 4, 21- 34).

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Atualidade

Pergunta com “sabor” de hipocrisia

Este tema para reflexão está no contexto do Evangelho segundo São Marcos capítulo 12, 13- 17, no qual são enviados até Jesus de Nazaré alguns fariseus e herodianos.

Os fariseus representam os fanáticos religiosos daquele tempo e muitas vezes dos dias de hoje. Os herodianos representam os colaboracionistas com o império romano, políticos da época e de todos os tempos.

A pergunta que estes grupos fazem a Jesus tem sabor de hipocrisia, pois a intenção é apanha-lo em suas próprias palavras.

A pergunta é capciosa: “É permitido que se pague o imposto a César, ou não? Devemos ou não pagá-lo? (cf, v. 14).

Jesus que conhece a intenção do coração humano, não cai nessa cilada. Ao contrário pede que lhe apresentem um denário, moeda corrente da época, que tem a imagem do imperador Tibério Cesar, e uma legenda que afirmava sua divindade, e Jesus lhes faz outra pergunta: “De quem é esta imagem e a inscrição?” eles respondem que é de César. Então muito sabiamente Jesus lhes diz: “De a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Assim, de uma vez por todas, Jesus mostra sua posição a qual se opõe a qualquer projeto teocrático ou ditatorial imposto por governantes que pensam ser deuses ou senhores do mundo. Dar a Deus o que é de Deus significa que Deus não se identifica com nenhum projeto político em particular, mas com todos aqueles que se identifiquem com as necessidades do povo. E dar a César o que é de César significa que Jesus reconhece a autonomia do poder civil, mas recusa sua divinização.

Para nossos dias este texto é muito atual, pois ainda hoje há pessoas que se dizem religiosos, que divinizam alguns políticos, isso é distorcer a fé que professam. Por outro lado, há políticos que se sentem donos do poder (deuses), e enganam o povo com uma falsa imagem de Deus, mas o Deus que eles apresentam é um Deus mesquinho, que está ligado aos seus próprios interesses e jamais está preocupado com o povo. Deus não pertence a nenhum partido político, nem mesmo a esta ou aquela instituição religiosa, Deus está acima de tudo isso, e como diz o texto bíblico que cito como base para esta reflexão, Deus se coloca ao lado daqueles que identificam as necessidades do povo, principalmente os mais pobres.

Pensem nisso. Antes de defender este ou aquele partido, verifiquem se estão pensando no povo ou apresentam projeto para o povo e não somente para a elite que lhes recompensa por isso! Não se iludam porque usam o nome de Deus, isso até o diabo faz e a Sagrada Escritura nos mostra com frequência isso.

O Deus verdadeiro não usa de violência, não instiga uso de armas, não privilegia este ou aquele, mas ama a todos. E aprendam com Jesus de Nazaré a discernir as hipocrisias cotidianas para não cair nos laços dos inimigos.

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Espiritualidade

Festa de Corpus Christi.

A festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de setembro de 1264. Ele publicou uma bula papal sobre o tema, de “Transiturus”, instituindo a data e concedendo indulgências às pessoas que fossem à missa nesse dia.

O Papa encarregou o filósofo e teólogo São Tomaz de Aquino (1255- 1274), de redigir um rito para esta festa, um oficio.

Somente décadas depois esta festa litúrgica “pegaria”, e seria celebrada, sendo ratificada no Concílio de Vienne na França em 1311. A forma mais tradicional de celebrar é com uma procissão, que recorda a caminhada do “povo de Deus”, em busca da Terra prometida.

Corpus Christi em latim significa Corpo de Cristo. É celebrada 60 dias após a Páscoa, ou na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade, a Tradição diz que foi na quinta-feira que Jesus instituiu a Eucaristia, também pode conferir no Evangelho de Lucas 22, 7- 23, embora na celebração da quinta-feira Santa seja feita a leitura do Evangelho de João 13, 1- 20.

Para os cristãos católicos não é somente um dia de descanso, de passeio, um “feriado” qualquer. É dia de celebrar em comunidade, é um dia de preceito.

Curiosidade!

O que poucos não sabem, é que esta data não se trata de um feriado nacional, e sim, de um ponto facultativo.

Porém para as cidades que aprovaram leis municipais tornando esta data feriado municipal, a regra é outra. É o caso do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Maceió (AL) e Vitória (ES).

Na cidade de Tatuí, a Festa da Caridade do Lar São Vicente de Paulo, está ligada com a Festa de Corpus Christi. E tem todo um significado de fé, quem comunga Jesus Eucarístico, deve estar pronto para exercer a caridade!

Este ano, infelizmente por causa da pandemia, ainda não será possível ter a tradicional Festa da Caridade, nem a procissão religiosa, mas existem outras formas de ajudar o Lar São Vicente, é só procurar saber no próprio Lar.

Lembrem-se cristãos católicos, esta data não é um dia para ficar “de boa”, e sim de viver a fé em comunidade, e daí, na prática!

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Política

Política Agrária na Bíblia

No livro das origens na Bíblia, o qual conhecemos como livro do Gênesis, temos no capítulo 47, 13- 28, uma narrativa sobre política agrária. Estes versículos narram sinteticamente às relações do Império Egípcio com os demais povos da região. Tal narrativa supera certamente a ficção, revelando a realidade histórica sobre o qual se construiu o Império Egípcio e todos os impérios que surgiram no Oriente Próximo e o modo como surgiram os países poderosos de hoje, e que absorvem a vida dos pequenos e fracos.

Qualquer semelhança com a realidade contemporânea não é mera coincidência, pois nos dias de hoje esta política exploradora de morte continua acontecendo, em todas as gestões públicas.

Sugiro a leitura do capítulo 47 de Gênesis sob a ótica da justiça, proposta no capítulo de 1 ao capítulo 11.

Se prestarmos bem atenção, o empobrecimento ao qual são submetidos os povos, fundamentado no assunto da fome é paulatino, lento, mas eficaz e contundente.

Como se faz isso? É um esquema demoníaco.

Começa por absorver todo o dinheiro, toda a capacidade de aquisição (cf. vv. 4s). Na atualidade, fixam- se regras cambiais que permitem a uma moeda adquirir um valor maior que as outras, completamente desvalorizadas. Não é assim nos dias de hoje? Qual moeda tem mais valor?

Outro esquema. Absorve-se os bens ou posses, neste caso o gado (cf. vv. 17s), definitivamente os recursos naturais com que cada país conta para a subsistência de seus cidadãos. Hoje, não seria tanto o gado, e sim metais, o petróleo, a madeira, animais exóticos, produtos cultivados, manufaturas etc… . não é assim que acontece?

Quando esgota- se o dinheiro e os rebanhos, não restam senão os campos e as pessoas que, pressionadas pela fome, transformam- se no único penhor de troca para continuar sobrevivendo (cf. vv. 20s). Assim, tanto pessoas como propriedades rurais passam a ser propriedades de um mesmo dono que foi se apropriando de tudo. Nos dias de hoje, pessoas e campos, territórios e países vivem essa mesma realidade: a fome, o subdesenvolvimento dos países pobres e o elevado grau de corrupção política dos países pobres e ricos, corrupção política generalizada! Embarcaram os mais frágeis e fracos no que conhecemos como absolutamente impagável “dívida externa”, cuja consequência imediata é colocar todos, pessoas e terras, a serviço de um mesmo senhor. A grande maioria o faz do seu próprio lugar de origem; não é preciso deslocar- se na qualidade de escravo para o país do credor; vive- se no próprio solo esse serviço e essa escravidão, suportando os ajustes e “recomendações”, obrigações dos donos do mundo, renunciando obrigatoriamente aos benefícios da saúde, educação, ciência, e cultura, dos serviços públicos, da inversão social, da propriedade intelectual, nas áreas do serviço à dívida externa, que é “eterna”, que afoga lenta e pouco a pouco mais da metade do mundo. Não é assim?

Na Bíblia, esta política agrária nefasta é dirigida por José, pois, este, é o “grão vizir” do faraó. A bíblia concorda com esta política? A resposta é não, pois ao narrar esta política, ela denuncia, e condena esse processo de empobrecimento, que se revela como contrário ao plano de Deus.

Quem se diz crente, temente a Deus, não pode fazer parte desta política de morte.

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Espiritualidade

CARIDADE, VERDADEIRA RELIGIÃO

Dizia eu no artigo passado, sobre a partilha como um ato cristão. Sim, é um ato deixado e ensinado por Jesus de Nazaré, e quem carrega o nome de cristão, deve proceder como Ele ensinou.

Mas para alguns cristãos que pouco conhece a fé que diz professar, olhar o irmão que sofre, os menos favorecidos da sociedade, é discurso de comunista! Assim, andam na contramão da fé, pensando que a salvação será alcançada pelo tanto de orações repetidas, pela frequência exacerbada na Igreja, pelo ativismo pastoral, e isso é um grande equivoco.

A oração é diálogo com Deus, muito importante! A presença na comunidade cristã capacita o fiel para praticar a fé no cotidiano da vida, e as atividades pastorais, são meios pelos quais se exerce a caridade, suprindo as necessidades diversas das pessoas carentes, sempre com o objetivo de promover a pessoa, ajudando- a sair da situação em que se encontra. Isso é caridade! É ato cristão. Isto é fé e vida, fé com obras!

Deus quer salvar o homem todo, espírito, alma e corpo, e não só a alma (cf. 1Ts. 5, 23).

A oração deve levar a uma ação, do contrário, é fuga da realidade.

Por exemplo: “Não tenho tempo de ajudar ninguém, porque sou muito (a) atarefado (a) na Igreja”. Fuga do cotidiano, não quer envolvimento com os problemas nem da família nem da sociedade. Ativismo.

É preciso insistir neste tema, da caridade, para despertar o verdadeiro espírito cristão (caridade= amor), e a Sagrada Escritura ensina muito sobre isso, basta ler o capítulo 13, 1- 13, da Primeira Carta de São Paulo aos Corintios, o qual diz que uma pessoa pode ter muitos dons, ser cheia de conhecimento, mas, se não tiver caridade, tudo que tem é estéril, não serve para nada!

No Evangelho de Mateus capítulo 7, 21, diz Jesus: “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. Este versículo está inserido no contexto que ensina sobre os frutos da Palavra.

E para terminar este artigo, digo que o que contará no fim de nossa vida histórica, e o que nos dará a graça da eternidade, não serão o tanto de orações, ou ativismo pastoral, ideologias, mas serão os frutos da Palavra. Leiam Mateus capítulo 25, 31- 45. Todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (cf. v.40), ou: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um desses pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (cf. v.45). Jesus se identifica com os pequeninos da sociedade, fazer algo por eles, é fazer ao próprio Jesus. Eis a verdadeira religião.

Então, cristãos, não se deixem levar por ideologias políticas, estas não salvam, mas pratiquem a verdadeira fé.

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Atualidade

PARTILHA, ATO CRISTÃO, OU COMUNISTA?

“Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu- os as pessoas que estavam sentadas, e igualmente os peixes lhes deu quanto queriam” (Jo. 6, 11).

Ao refletir neste versículo do Evangelho de São João capítulo 6, 1- 14, o qual está no contexto em que o evangelista relata que uma multidão seguia Jesus por verem os sinais que ele realizava em benefício dos enfermos, e mostra-nos o evangelista, que Jesus se preocupa com o povo, que eram de maioria humildes, simples, e provoca seus discípulos com uma pergunta pedagógica: “onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?” (Jo. 6, 5).

A “provocação” pedagógica de Jesus é para instigar seus discípulos- seguidores a buscar solução para que ninguém passe necessidade. É dever de quem se diz cristão, olhar para a necessidade do próximo, e procurar meios para tirá-lo da situação de miséria.

O sentido teológico deste pão e peixe partilhado, não é só aquele que sacia o estômago, mas o pão e peixe que cada cristão é provocado por Jesus a partilhar é o pão da educação, da saúde, do trabalho, da moradia para que todos vivam com dignidade, como diz o Evangelho, “saciados”. Portanto, Jesus ensina a partilhar para que todos tenham e não haja necessitados entre nós. Jesus não se preocupou exclusivamente em salvar almas somente, mas sempre sua preocupação foi com a vida cotidiana de todos. Espírito, alma e corpo, ou seja, o homem por inteiro. Falar de céu sem que o céu comece no hoje da história é alienante, não alimenta a fé. A fé no céu, passa pela prática da partilha, nos sinais visíveis, nas necessidades básicas que cada ser humano precisa para viver com dignidade.

Mas há quem diga que, quem fala em partilha é comunista! Então se assim for, temos o mestre comunista chamado Jesus de Nazaré. Ele ensinou que deve ser assim!

Claro que, quem se propõe a ser discípulo de Jesus de Nazaré deve estar disposto a enfrentar este tipo de crítica, por parte dos capitalistas que retém só para si e seu grupo elitizado.

Dom Elder Câmara que foi arcebispo de Olinda e Recife entre os anos de 1964 a 1985, e lutou contra os “males” que o capitalismo da época fazia ao povo, dizia o seguinte: “Quando dou comida aos pobres chamam- me de santo. Quando eu pergunto porque eles são pobres, chamam- me de comunista”.

Citei como exemplo de discípulo de Jesus de Nazaré Dom Elder, mas há muitos cristãos que são engajados nesta luta por dignidade para todos.  Lembrem- se que fé sem obras é morta (Tiago 2, 17).

A título de conhecimento, Dom Elder Câmara através da Lei 13,581, de 26 de dezembro de 2017, foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos humanos.

Partilha, faz com que todos tenham e ainda sobre. Reter faz com que poucos tenham e muitos vivam na miséria.

Então como cristão, de que lado você está?

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Onde está o erro?

Vivemos tempos difíceis, nosso país assim como todo o planeta está passando por um momento deliciado. Um vírus letal que ceifou e continua a ceifar muitas vidas.

Mas falemos de nosso país, onde vivemos, de nossas realidades, Estados e Municípios o qual residimos.

Desde o início que tudo isso começou, ouvimos que devemos nos cuidar e cuidar dos outros, evitando grandes encontros, aglomerações, toques, uso correto de máscaras, etc… .

São orientações para prevenir que este vírus mortal chegue até nós, ou próximo de nós. Isso tudo é para formar consciência, que cada um é responsável pelo outro, que se você não se cuidar o problema não é só seu, mas você se torna responsável pela vida do próximo. Isso se chama caridade ou amor, como queiram.

Na fase emergencial, em que “tentaram” fazer lockdown, fechar tudo que não é considerado essencial para o momento, houve grandes números de óbitos, sinal que o “fechar tudo”, não serviu para nada! Onde está o erro? Será que não está na hipocrisia, das autoridades, que iludem o povo com lockdown, mas que não colocam em prática de verdade como tem que ser?

 Para os capitalistas selvagens, lotar supermercados que de longe cumprem com rigor os protocolos exigidos pelos sanitaristas, e as autoridades fingem que não sabem, lotar transportes coletivos sem o menor critério de cuidados, é como se dissessem: “Aí o vírus não age!”

E a questão da fé?

A religião tem a função de religar as pessoas com Deus. Em momentos difíceis como estamos passando a religião é essencial, para alimentar a fé e a esperança, em dias melhores, também de adquirir forças para cuidar de quem se ama. Deus não é virtual, Deus se fez carne e habitou entre nós (cf, Jo. 1,14). Muitas Igrejas sim respeitam o distanciamento e seguem todos os protocolos exigidos pelas autoridades sanitárias, muito mais que estabelecimentos comerciais. Quem as frequenta é testemunha disso! Por que proibir? A fé é essencial sim! Na igreja o vírus age e nos estabelecimentos comerciais não?

Mas infelizmente gestores capitalistas, liberam campeonato de futebol, e fecham Igrejas! Onde está o erro?

Que cada cristão possa refletir à luz da fé e olhar para os reais interesses das autoridades públicas de longe é preservar vidas, e sim fazer marketing com o vírus. Tudo isso será usado nas campanhas políticas futuras.

Reflitam tudo isso à luz da Sagrada Escritura. Leiam Atos dos Apóstolos 4, 1- 34, e tirem suas conclusões.

Até a próxima!

Acesse meu Canal do You Tube: Teólogo Rafael.

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Páscoa Vitória da Vida sobre a Morte. Vitória da Justiça sobre a Injustiça.

Para os cristãos, a páscoa é a festa mais importante, porque celebra a ressurreição de Jesus.

Sabemos, segundo os Evangelhos, que Jesus foi entregue por inveja dos líderes religiosos da época, que detinham o poder e usavam da religião para manipular e explorar as pessoas através da fé. Também outra acusação é de que Jesus se comportou como um subversivo por questionar o sistema político- romano, que aliados com os religiosos esfoliavam o povo.

Teve a sentença mais cruel do seu tempo. Condenado a morte e morte de cruz. Aqueles que articularam sua morte pensavam que calariam sua voz e suas ideias cairiam no esquecimento de seus seguidores. Mas isso não aconteceu.

Jesus de Nazaré ressuscita ao terceiro dia. Esta é nossa fé, a vida vence a morte, a justiça derrota a injustiça. O seu mandamento é do amor, pois Ele amou ao extremo, até o fim.

Os poderosos de todos os tempos são assim, tanto religiosos como políticos, com a ganância e sede de poder, matam, usam os meios mais sórdidos possíveis para calar aqueles que questionam suas ações em favor dos que sofrem. Um cristão com o Espírito de Jesus deve colocar o “dedo na ferida”, dos sistemas de mortes, questionar tudo aquilo que atenta contra a vida.

É preciso que todos os cristãos ressuscitem com Jesus, para a páscoa ter sentido de fato. Ressuscitar é passar de uma vida inerte sem compromisso, para uma vida comprometida com o Espírito de Jesus, em favor dos irmãos que mais sofrem, dar voz aos que não tem, lutar por dignidade, igualdade, justiça. Isso é ser cristão de verdade, isso é ressurreição, páscoa.

Cristãos que não se comprometem, a favor da vida, a dor do outro não lhe diz nada, se coloca no mesmo patamar com os algozes de Jesus, escolhem não a vida, mas a morte.

O crucificado ressuscitou! E traz em seu corpo glorioso as marcas da violência, suas chagas.

Nestes tempos difíceis que estamos passando, por causa da pandemia, é escandaloso ver a crise social e econômica especialmente para os mais pobres. E a solução para esta crise é a vacinação para todos, diz o Papa Francisco em sua mensagem de Páscoa Urbi et Orbi de 04/04/2021, site vaticannews.va.

Cristãos, se comprometam com a vida, não se deixem enganar por algumas lideranças que fingem estar preocupados com o povo, quando na verdade estão preocupados com seus próprios interesses. Lutem, cobrem mais agilidade das autoridades que desde o início politizaram o vírus.

Se o Espírito de Jesus de Nazaré habita de fato, em quem se diz cristão, então há um exército de discípulos para fazer a diferença na sociedade.

Canal de Estudo do You Tube; Teólogo Rafael. Venha participar.

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Derrubar Muros. Dever Cristão!

A mais de quarenta anos, a Igreja Católica no Brasil através da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), lança no período quaresmal a Campanha da Fraternidade. A cada cinco anos ela é lançada de maneira ecumênica como neste ano de 2021.

O objetivo desta campanha é formar os cristãos de maneira mais sólida com a fé que professam. Cristãos verdadeiros, discípulos de Jesus de Nazaré, não pode dividir, mas formar comunidade, não pode criar muros mais pontes, devem dialogar sempre com o diferente sem impor suas ideias, sem fazer proselitismo religioso. O cristão não discrimina ninguém pela cor, sexo, opção de vida, religião ou partido político. Não deveria ser assim!

Mas infelizmente há uma ala conservadora na própria Igreja Católica, desde o final do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), que discordam e criam divisões entre si e os fiéis. É como se Cristo estivesse dividido! Negar o Concílio Ecumênico Vaticano II, é o mesmo que dizer, que neste período da história o Espírito Santo “errou”, cometeu um grande “equívoco”. Só que não!

Como se não bastasse à ala conservadora, o deturpado e perturbado cenário político que estamos vivendo, nos últimos tempos, vem criando também divisões entre o povo. Falam de um Jesus que não existe, que exclui, que pega em armas, um Jesus mais guerrilheiro que libertador, Salvador e promotor da paz. Estúpidos e insensatos!

Dentro deste contexto, nasce a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 com o Tema: “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor” e o Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (cf. Ef. 2,14).

É um convite a todos os cristãos católicos e de outras denominações cristãs, a se ater que a paz só é possível se houver diálogo, e respeito. E o testemunho cristão, só terá veracidade, se houver tolerância entre os que pensam diferente. Dialogar, não é ser proselitista, querer a todo custo lotar suas determinadas Igrejas, mas, é, com o Espírito Cristão que move a todos, encontrar soluções de paz, de vida digna e denunciar os esquemas de morte as políticas de morte, e a fé sem compromisso que criam muros ao invés de pontes.

Parabéns a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e ao Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), por esta iniciativa. Isto mostra que é possível, e que os brasileiros necessitam de lideres religiosos assim, comprometidos com o Bem Comum, que fazem seus fiéis refletirem no ser cristão, e entender, que a fé deve ser colocada em prática, no cotidiano.

Pensemos nisso e sejamos cristãos comprometidos. Sem ser proselitista, pois Deus, não se deixa aprisionar em paredes de concreto, Ele está acima de qualquer instituição, e colocou seu Espírito no coração de todos os homens e mulheres, para ser “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14).

Dialogar mais, e impor menos!                     

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