Categorias
Política

Política Agrária na Bíblia

No livro das origens na Bíblia, o qual conhecemos como livro do Gênesis, temos no capítulo 47, 13- 28, uma narrativa sobre política agrária. Estes versículos narram sinteticamente às relações do Império Egípcio com os demais povos da região. Tal narrativa supera certamente a ficção, revelando a realidade histórica sobre o qual se construiu o Império Egípcio e todos os impérios que surgiram no Oriente Próximo e o modo como surgiram os países poderosos de hoje, e que absorvem a vida dos pequenos e fracos.

Qualquer semelhança com a realidade contemporânea não é mera coincidência, pois nos dias de hoje esta política exploradora de morte continua acontecendo, em todas as gestões públicas.

Sugiro a leitura do capítulo 47 de Gênesis sob a ótica da justiça, proposta no capítulo de 1 ao capítulo 11.

Se prestarmos bem atenção, o empobrecimento ao qual são submetidos os povos, fundamentado no assunto da fome é paulatino, lento, mas eficaz e contundente.

Como se faz isso? É um esquema demoníaco.

Começa por absorver todo o dinheiro, toda a capacidade de aquisição (cf. vv. 4s). Na atualidade, fixam- se regras cambiais que permitem a uma moeda adquirir um valor maior que as outras, completamente desvalorizadas. Não é assim nos dias de hoje? Qual moeda tem mais valor?

Outro esquema. Absorve-se os bens ou posses, neste caso o gado (cf. vv. 17s), definitivamente os recursos naturais com que cada país conta para a subsistência de seus cidadãos. Hoje, não seria tanto o gado, e sim metais, o petróleo, a madeira, animais exóticos, produtos cultivados, manufaturas etc… . não é assim que acontece?

Quando esgota- se o dinheiro e os rebanhos, não restam senão os campos e as pessoas que, pressionadas pela fome, transformam- se no único penhor de troca para continuar sobrevivendo (cf. vv. 20s). Assim, tanto pessoas como propriedades rurais passam a ser propriedades de um mesmo dono que foi se apropriando de tudo. Nos dias de hoje, pessoas e campos, territórios e países vivem essa mesma realidade: a fome, o subdesenvolvimento dos países pobres e o elevado grau de corrupção política dos países pobres e ricos, corrupção política generalizada! Embarcaram os mais frágeis e fracos no que conhecemos como absolutamente impagável “dívida externa”, cuja consequência imediata é colocar todos, pessoas e terras, a serviço de um mesmo senhor. A grande maioria o faz do seu próprio lugar de origem; não é preciso deslocar- se na qualidade de escravo para o país do credor; vive- se no próprio solo esse serviço e essa escravidão, suportando os ajustes e “recomendações”, obrigações dos donos do mundo, renunciando obrigatoriamente aos benefícios da saúde, educação, ciência, e cultura, dos serviços públicos, da inversão social, da propriedade intelectual, nas áreas do serviço à dívida externa, que é “eterna”, que afoga lenta e pouco a pouco mais da metade do mundo. Não é assim?

Na Bíblia, esta política agrária nefasta é dirigida por José, pois, este, é o “grão vizir” do faraó. A bíblia concorda com esta política? A resposta é não, pois ao narrar esta política, ela denuncia, e condena esse processo de empobrecimento, que se revela como contrário ao plano de Deus.

Quem se diz crente, temente a Deus, não pode fazer parte desta política de morte.

Categorias
Política

Civismo

Estamos vivendo mais um período eleitoral, onde todos os cidadãos são chamados a exercer seu civismo, seu direito de escolher quem vai governar o executivo e quem vai legislar em favor da sociedade. Veja bem, governar e legislar em favor da sociedade, do bem comum e não do interesse de alguns, ou de partidos!

A etimologia da palavra civismo deriva de “cidadania”; dedicação e fidelidade ao interesse público, patriotismo.

É dever de todo cidadão se sentir envolvido na sociedade, principalmente nos momentos de decisões coletivas, onde o que está em jogo não é o interesse individual, mas o bem comum de todos que vivem na mesma sociedade. Quem não se envolve com os assuntos relevantes da sociedade vive à margem, ou como um ‘parasita”, que está sempre encostado em alguém, na opinião dos outros, não tem senso crítico das coisas, e se deixa levar pela letargia, e assim não colabora com a sociedade em que faz parte.

Alguns para se esquivar do comprometimento social dizem: “Eu não entendo nada, por isso não me envolvo”; outros escorados nas suas convicções religiosas, principalmente aqueles que são cristãos católicos, dizem: Que “fé não pode se misturar com política”- É preciso conhecer sua religião para não falar do que desconhece! E assim, com essas e outras desculpas, não assumem seu papel de cidadão, deixam para os outros decidirem. Mas quando algo vai mal, se torna crítico. Mas, por quê? Quem não colabora, não tem o direito de criticar.

Que todos possam exercer o civismo, de maneira consciente, votando, e sempre pensando no coletivo, nunca no individual.

Para aqueles que querem exercer o civismo se colocando como pré-candidatos, não prometam, mas proponham, apresentem projetos, não difamem os adversários, foquem no que pode ser feito para o bem de todos. Não se escorem em religiões, muitas vezes apresentando uma imagem falsa de Deus, mas com suas convicções religiosas que definem sua moral e caráter, aja com honestidade, isto é o maior exemplo de fé e testemunho que alguém pode dar, falar não é testemunhar. Fazer o que Deus ensina na prática cotidiana sim.

Quando o civismo é exercido por todos, cada um no seu lugar, todos ganham, eleitores conscientes do seu papel, pré-candidatos conscientes do que será o seu papel, haverá uma sociedade melhor.

Termino com esta frase do Papa Francisco: “Temos que trabalhar urgentemente para gerar boas políticas, para conceber sistemas de organização social que recompensem a participação, o cuidado e a generosidade, e não a indiferença, a exploração e os interesses particulares. Temos de ir adiante com ternura. Uma sociedade solidária e equitativa é uma sociedade mais saudável”.

Referencias:

https://jus.com.br – Leonardo Fischer- Ideias de civismo, educação e cidadania- publicado em 02/2018.

https://www.vaticannews.va- Catequese do Papa- A tecnologia jamais substituirá a ternura. 30/09/2020.

Categorias
Política

Fé e Política

Fé e política podem andar de mãos dadas?

A política é arte ou ciência de organização, direção e administração de nações ou Estados.

Existem dois tipos de política. A política social, e a política partidária. Qual a diferença entre ambas?

A política social é aquela em que as pessoas são ativas na vida da sociedade, por exemplo: quando se reivindica junto ao poder público melhorias para o bairro,  uma escola, posto de saúde, abertura ou manutenção de ruas, um ponto de ônibus, etc.., isto é política social, é lutar pelo bem comum.

A política partidária como o próprio nome já diz, é parte, parcela da sociedade não toda a sociedade.  Ela se divide em grupos que tem seus interesses por de trás, seja do próprio grupo, seja interesses de classes que elaboram um projeto para toda a sociedade. Se um desses grupos chegarem ao “poder”, irão governar conforme o seu programa de governo e sua visão partidária dos problemas.

Por isso é importante analisar os seguintes pontos:

Qual é o projeto do partido; o povo entra neste projeto; foram ouvidos os anseios do povo em suas bases, a defesa da vida e da dignidade? Estes poucos critérios já são suficientes para analisar o perfil do partido e dos candidatos.

A política partidária por ser parte há muitos conflitos, pois tem projetos e programas diferentes o que é positivo, mas apesar dos conflitos partidários, os políticos são adversários e não inimigos, de modo que deve ficar claro que período eleitoral não é ringue de luta, onde tenta-se ganhar atacando ou ofendendo o adversário e com isso colocando o povo a se digladiarem nas ruas, isso é muito negativo. A política se faz como dissemos acima, apresentando projetos que irão beneficiar não somente uma parte da sociedade, mas toda a sociedade. Xingamentos, ofensas pessoais, pode ser qualquer outra coisa, menos política, e deve ser repudiada pelas pessoas de bem.

A fé tem a ver com Deus e a sua Revelação. “Mas ela está dentro da sociedade e é uma das criadoras de opinião e de decisão” (Leonardo Boff). É pela fé no Deus da vida, que as práticas se concretizam na solidariedade, na justiça e no bem comum denunciando todo tipo de opressão.  Como podemos ver, politica é sinônimo de ética. Sem a ética, a fé fica vazia e inerte. Para Deus o que conta são as práticas e não as prédicas. Não adianta dizer: “Senhor, Senhor…” (Mt 7,21).  Fé e política se encontram juntas na vida das pessoas.

A política é laica, pois o Estado é laico. O cristão leigo pode e deve fazer política partidária, a fé cristã e o evangelho oferecem os critérios de orientação.

Que a “nobre arte da política”, seja respeitada pelos partidos e que não haja interesses escusos, mas o Bem Comum seja o centro das campanhas.

O cristão católico que diz que política não tem haver com a fé, não conhece os documentos da Igreja. É preciso estudar o que a Igreja diz a respeito. A Igreja orienta, mas não toma partido, porque seu objetivo é unir e não dividir. A escolha deve ser sempre pessoal, a partir de uma orientação coerente. Presbitério de Igreja, Púlpito de Igreja, não é palanque político.

Seja crítico, questione posições, posturas políticas não éticas, usar da religião para se eleger é oportunismo, discirna, olhe o histórico de seu candidato. Veja se ele tem projeto que abrange o todo ou somente alguns. Se olha para as periferias ou foca sua ação nos grandes centros. Lembrem-se, o político é um servidor do povo, sua autoridade é servir!

Como teólogo, tenho o dever de orientar, conforme os critérios éticos, primando sempre pela imparcialidade, para não incorrer o risco de ser tendencioso.

Que todos façam a escolha, que suas intuições e discernimentos lhes indicarem.

Categorias
Política

Símbolos Religiosos nas Repartições Públicas. Certo ou Errado?

O Estado brasileiro, como a maioria dos Estados modernos, é laico. Quer dizer: respeita todas as religiões e seus símbolos, sem aderir a nenhuma delas. Garante-lhes a liberdade de seu exercício, logicamente, dentro do quadro legal do país.

Veja a coragem deste frade face ao fato de o Ministério Público Federal de São Paulo haver ajuizado a ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições publicas.

O frade Demetrius dos Santos Silva, corajoso, reagiu positivamente a esta decisão com estas palavras verdadeiras:

“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas.

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!

Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.

Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.

Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.

Não quero ver, muito menos, a Cruz em pronto-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e dos sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos “.

Assinado: Frade Demetrius dos Santos Silva.

Sites em que o texto foi publicado

https://leonardoboff.org- publicado em 22/01/2020

https://revistaforum.com.br- publicado em 23/01/2020

Categorias
Política

O Espinheiro como Líder

Quero refletir sobre o tema de uma liderança. Muitas vezes, o anseio de um povo por dias melhores, condições melhores, faz com que se escolha um líder de forma aleatória, sem conhecer direito seu exato compromisso com a coletividade, e o que temos são, muitas vezes líderes desastrosos que ao ser colocado no poder faz tudo ao contrário do que parecia ser o ideal com qual sonhavam um povo, e com palavras e discursos sedutores, enganam, e governam para si e seus partidos, exclui o todo, para governar para alguns, e defender interesses escusos. Isso também acontece no âmbito religioso, quando se enaltece um determinado líder, e coloca-se toda a sua confiança no que ele diz e faz. Isso, faz com que o líder note a submissão de um povo, e o dominem para seus interesses pessoais, que inflam o seu ego, com o poder que tem sobre as pessoas, e determinado momento, mostram de fato, para que vieram. Quando se faz em nome de Deus, o perigo é ainda maior. Como já refleti em outro artigo, a Sagrada Escritura torna claro as prédicas do Deus verdadeiro, apresentado pelos patriarcas, profetas e revelado pelo próprio Jesus Cristo, e outro deus com poder parcial, que seduz, engana, leva à destruição. É preciso discernir pelas ações, qual Deus estão servindo.
Por isso, o perigo de se colocar em defesa de alguém, só porque seduz com palavras e promessas, é perigoso, tanto no âmbito político-social, quanto no religioso.
No livro dos Juízes o autor sagrado relata este anseio do povo de Israel, em querer alguém que reine sobre eles a todo custo, e a má escolha devido à precipitação, resultou em desastre para todos. É bom conferir em Juízes nos capítulos 7,8 e 9. Exatamente no capítulo 9 acontece a má escolha, não foi de boa-fé, mas ao contrário foi atitude precipitada que resultou em desgraça.
O autor sagrado ilustra esta má escolha com uma fábula para que todos entendam.
Joatão sobe ao cume do monte Garizim e lhes diz:
“Um dia as árvores se puseram a caminho para ungir um rei que reinasse sobre elas, disseram à oliveira: “Reina sobre nós! ”
A oliveira respondeu: “Renunciaria eu ao meu azeite, que tanto honra aos deuses como os homens, a fim de balançar-me por sobre as árvores? ”
Então as árvores disseram à figueira: “Vem tu, e reina sobre nós! ”
A figueira lhes respondeu: “Iria eu abandonar minha doçura e o meu saboroso fruto, a fim de balançar-me por sobre as árvores? ”
As árvores disseram então à videira: “Vem tu, e reina sobre nós! ”
A videira lhes respondeu: “Iria eu abandonar meu vinho novo, que alegra os deuses e os homens, a fim de balançar-me por sobre as árvores? ”
Então todas as árvores disseram ao espinheiro: “Vem tu, e reina sobre nós! ”
E o espinheiro respondeu às árvores: “Se é de boa-fé que me ungis como rei sobre vós, vinde abrigai-vos à minha sombra. Se não, sairá fogo dos espinheiros e devorará os cedros do Líbano!” (cf. Jz 9, 8-15).
Ações precipitadas resultam em desastres incalculáveis. No contexto que lemos esta fábula, o povo de Israel, não deixou Deus escolher quem seria o melhor líder, eles assumiram o lugar de Deus, a escolha foi frustrante.
Para um país que é considerado de maioria cristã, as ações que vemos muitas vezes são, de euforia, insensatez, atitudes totalmente opostas à fé que dizem professar, e repetem a mesma atitude do povo primitivo, de querer assumir o lugar de Deus, quando deveriam ser submissos a Deus. Deus muitas vezes é colocado à distância, à margem, e as escolhas desastrosas jamais podem ser atribuídas a Deus, não ao Deus de Jesus Cristo.
Que tal, se os cristãos se voltassem a Deus de todo o coração, e unânimes pedissem discernimento em suas escolhas, e com humildade, ouvissem a vós de Deus. Ele fala sim, não é uma estátua, nem tão pouco algo abstrato, é só abrir as Escrituras e ouvi-lo. Deus se comunica com as pessoas, de forma simples, de forma que o entendam, e coloquem em prática suas palavras, sem fundamentalismo, fanatismo, mas na simplicidade do seu Espírito.
Olhando para o texto Sagrado, somos sempre convidados a agir bem no hoje, para termos um futuro melhor.

Categorias
Política

O Dragão, a Besta e seus seguidores

Está comum muitas manifestações e cada vez mais pessoas e mais ainda, cristãos, aderindo a certos movimentos, que se dizem pró- democracias, em nome da moral e da ordem, exercerem verdadeiros atos insanos, e defendendo líderes que falam em nome de Deus, usam frases isoladas da Sagrada Escritura, fora de contexto, para favorecer seus atos criminosos, insensatos, e ganância pelo poder, de dominar como se fosse um “deus”. Isso atrai adeptos, que desconhecem a Sagrada Escritura, e o verdadeiro Deus, apresentado por Jesus Cristo.
O Deus de Jesus Cristo é um Deus, que sempre esteve e estará ao lado dos mais vulneráveis, sem, no entanto desprezar quem não se encontra em tal situação. Ele é Pai de todos, quer que aqueles que têm situações abastadas, olhem para aqueles que mais sofrem, aqueles que exercem autoridades públicas lutem pelo bem comum. Este é o Verdadeiro Deus!
Mas é verdade também que a Sagrada Escritura apresenta outros deuses, com um poder parcial, capaz de seduzir, enganar, qualquer pessoa que desconheça as atribuições do verdadeiro Deus, camufla-se de bom, demonstra estar preocupado com as pessoas, se faz de a última alternativa que um povo espera, mas cuidado, é propaganda enganosa.
A isto, temos no contexto do livro do Apocalipse, escrito por São João Apóstolo, por volta do ano 95 d.C., quando o Império Romano estava assolando os povos, com seu domínio sanguinário, e neste período, muitos cristãos foram martirizados, por não aceitarem ou se curvarem aos desmandos do Imperador, chamado César.
César atribuiu para si o titulo de “deus”, onde todos deveriam curvar-se e prestar culto de adoração, e quem não o fizesse deveria morrer. É neste contexto opressor que nasce o livro do Apocalipse de São João, com sua linguagem apocalíptica, típica dos profetas de Israel, e também carregado de simbologias.
Para que seu escrito chegasse aos cristãos, São João escreve de forma simbólica, o qual só os cristãos entendiam, e os opressores não. Assim, quando se refere ao Dragão, ele quer dizer a antiga serpente, o diabo, satanás (cf. Ap. 12, 9ss). A Besta, era a forma que ele se referia ao Imperador César, pois todas as atrocidades que o imperador cometia, era porque tinha sido lhe dado tal poder (cf. Ap. 13, 2b), e tinha ainda aqueles que foram marcados com número da Besta, isto é, os adeptos do imperador, que compactuavam com ele e seus crimes, este número é simbolicamente representado por 666, este é o número considerado imperfeito na linguagem bíblica. Assim realmente o imperador, tinha poder, parcial, era como um deus, que dominava, persuadia, enganava, e matava, quem não o reconhecesse como tal.
Qualquer semelhança com a realidade atual, não é mera coincidência. Usa-se o nome de Deus para sustentar o poder, e autoridade, mas é preciso discernir a partir de um conhecimento sério do verdadeiro Deus, as atitudes equivocadas, do autoritarismo, e do recrutamento de adeptos, e muitos cristãos envolvidos. Qual Deus é esse? É o Deus de Jesus Cristo, ou é o deus do imperador, o Dragão, que o faz um semideus?
Não é porque certas autoridades usam o nome de Deus, a seu favor, significa que esteja falando do Deus que Jesus Cristo nos revelou. É preciso discernimento, prudência, para não ser enganado. É muito fácil ser seduzido, sem um conhecimento da Sagrada Escritura, principalmente do segundo Testamento, o qual Jesus Cristo, na plenitude dos tempos nos revela o Deus único e verdadeiro. A Sagrada Escritura mostra o verdadeiro Deus, mas também mostra outros deuses, e suas atitudes, qual deles está sendo seguido?
O Deus de Jesus Cristo, não aprova violência, depredação, discriminação, não faz acepção de pessoas, não exclui, não deseja armar pessoas como se tivessem em uma guerra, mas, ensina aos seguidores de seu Filho, a serem pacificadores, abertos ao diálogo, e nunca pagar o mal com o mal, mas vencer o mal com o bem. Se é assim as ações que vemos, então estamos no caminho certo. Mas se é o contrário que vemos, então, o caminho está errado, e o Deus é outro.
Lutar por direitos sim, sem dúvida, se manifestar a favor ou contra algo que não pareça certo, perfeito, mas fazer isso com categoria, responsabilidade, dentro dos limites.
Cuidado, qual Deus estão dizendo que está acima de todos?

Categorias
Política

A força de uma Autoridade

Autoridade é uma palavra do termo latino que significa actoritate, é a base de qualquer organização hierarquizada. Em termos bíblicos autoridade é sinonimo de serviço, não daquele que manda, dá ordens apenas, mas que é colocado à frente de um povo, de uma instituição para servir. Vejamos: “Houve uma discução entre eles; qual seria o maior?” Jesus lhes disse: “ Os reis das nações as dominam, e os que as tiranizam são chamados benfeitores. Quanto a vós, não deverá ser assim; pelo contrário, o maior dentre vós torne-se como o mais jovem, o que governa como aquele que serve” (cf. Lc 22, 24- 26).

Temos a figura da autoridade, por exemplo na família, a autoridade dos pais sobre os filhos, na escola dos professores sobre os alunos, em uma instituição religiosa, dos seus lideres sobre os fiéis, de uma autoridade política, que é uma autoridade constituida, sobre uma Nação, Estado ou Município. É muito importante não confundir autoridade com autoritarismo, por exemplo, “aqui mando eu”, “sabe com quem está falando”?, etc… .

Claro que no texto bíblico citado acima, temos o contexto, e Jesus deixa isso claro, que é contexto religioso, dos seus discípulos que estavam sendo preparados, para darem seguimento em sua missão, mas sem soberba, e sim como servidores dos próximos discípulos que se agregariam a eles. Mas, contando que temos uma sociedade, em sua maioria cristã, e em diversos seguimentos da sociedade, autoridades que se dizem cristãs, então a forma de exercer a autoridade pela qual foi constituída, deve ser com este espírito cristão.

A força de uma autoridade é tão forte na concepção humana, que somente a presença de determinada autoridade, seja em uma cidade, em algum movimento social, ou religioso, significa sinal de apoio. Não é preciso na maioria das vezes fazer discurso, somente um aceno, enche de confiança, segurança, esperança,  naquilo que estão fazendo.

Olhando tudo isso, é preciso refletir sobre o comportamento de algumas autoridades, que não deveriam se fazer presentes em determinados movimentos, falar a revelia, expor seus pensamentos subjetivos, mas deveriam lembrar que representam uma Instituição, ou uma Nação, que sua postura deve ser a mais contida, e suas palavras devem ser meticulosamente medidas, para que sua presença ou discurso seja imparcial, e não tendenciosas, ou cause escândalo nas pessoas. Uma autoridade nunca fala em primeira pessoa, mas sempre no plural. Quanto maior o exercício da autoridade, menos deve ser a exposição em determinados lugares, eventos, e menos ainda  tagarelar igual a um papagaio.

Assim, a sua postura será sempre respeitada por aqueles a quem exerce sua autoridade. Um exemplo que dou, é a presença do Presidente da República, em um movimento anti-democrático, alguns dias atrás, que pedia o fechamento do Supremo Tibunal Federal e do Congresso Nacional. Sua presença significou para todos aqueles que lá estavam, seu apoio, isso é grave! E suas declarações púbicas, são verdadeiros pensamentos subjetivos, que não representam a autoridade que exerce.

Este exemplo é para olharmos, e fazermos diferente. Muitos de nós exerce autoridade, como descrita acima, a pergunta que devemos fazer, é como eu exerço esta autoridade que me foi confiada? Procuro ter cuidado onde frequento, messo as palavras? Ou nunca parei para pensar que à frente de uma instituição, em um cargo público, o que conta é e será sempre a autoridade que exerço, e o que represento? Pensemos nisso, para não repetirmos maus exemplos.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora