Estamos vivendo mais um período eleitoral, onde todos os cidadãos são chamados a exercer seu civismo, seu direito de escolher quem vai governar o executivo e quem vai legislar em favor da sociedade. Veja bem, governar e legislar em favor da sociedade, do bem comum e não do interesse de alguns, ou de partidos!
A etimologia da palavra civismo deriva de “cidadania”; dedicação e fidelidade ao interesse público, patriotismo.
É dever de todo cidadão se sentir envolvido na sociedade, principalmente nos momentos de decisões coletivas, onde o que está em jogo não é o interesse individual, mas o bem comum de todos que vivem na mesma sociedade. Quem não se envolve com os assuntos relevantes da sociedade vive à margem, ou como um ‘parasita”, que está sempre encostado em alguém, na opinião dos outros, não tem senso crítico das coisas, e se deixa levar pela letargia, e assim não colabora com a sociedade em que faz parte.
Alguns para se esquivar do comprometimento social dizem: “Eu não entendo nada, por isso não me envolvo”; outros escorados nas suas convicções religiosas, principalmente aqueles que são cristãos católicos, dizem: Que “fé não pode se misturar com política”- É preciso conhecer sua religião para não falar do que desconhece! E assim, com essas e outras desculpas, não assumem seu papel de cidadão, deixam para os outros decidirem. Mas quando algo vai mal, se torna crítico. Mas, por quê? Quem não colabora, não tem o direito de criticar.
Que todos possam exercer o civismo, de maneira consciente, votando, e sempre pensando no coletivo, nunca no individual.
Para aqueles que querem exercer o civismo se colocando como pré-candidatos, não prometam, mas proponham, apresentem projetos, não difamem os adversários, foquem no que pode ser feito para o bem de todos. Não se escorem em religiões, muitas vezes apresentando uma imagem falsa de Deus, mas com suas convicções religiosas que definem sua moral e caráter, aja com honestidade, isto é o maior exemplo de fé e testemunho que alguém pode dar, falar não é testemunhar. Fazer o que Deus ensina na prática cotidiana sim.
Quando o civismo é exercido por todos, cada um no seu lugar, todos ganham, eleitores conscientes do seu papel, pré-candidatos conscientes do que será o seu papel, haverá uma sociedade melhor.
Termino com esta frase do Papa Francisco: “Temos que trabalhar urgentemente para gerar boas políticas, para conceber sistemas de organização social que recompensem a participação, o cuidado e a generosidade, e não a indiferença, a exploração e os interesses particulares. Temos de ir adiante com ternura. Uma sociedade solidária e equitativa é uma sociedade mais saudável”.
Referencias:
https://jus.com.br – Leonardo Fischer- Ideias de civismo, educação e cidadania- publicado em 02/2018.
https://www.vaticannews.va- Catequese do Papa- A tecnologia jamais substituirá a ternura. 30/09/2020.
