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A água viva do Espírito Santo

O tempo presente em que vivemos, é marcado por ideologias, individualismo, indiferentismo, descrença, manipulação da fé. “Quando Jesus voltar, encontrará fé sobre a terra?”

Muitos cristãos deixaram- se seduzir, por estas realidades, e o testemunho que cada cristão deve dar no mundo, na sociedade em que vive, está escondido, no íntimo de cada um. Se os cristãos não tomarem consciência da missão de continuar, o projeto de Jesus de Nazaré, pois esta missão foi dada pelo próprio Jesus, quando disse: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todos os povos” (cf. Mc 16, 15). Pregar o Evangelho, não com discursos, mas com um novo estilo de vida, o projeto de Jesus morrerá em cada cristão. Nossos antepassados, os primeiros cristãos levaram a sério esta ordem de Jesus, tanto que o Evangelho atravessou o oceano, e chegou até nós.

Se cada pai, mãe, avós cristãos, não continuar esta missão em seus lares com sua prole, repito, a Boa Nova do Reino morrerá e não seguirá a diante. Jesus já completou sua missão e voltou para o Pai, agora é dever de cada cristão continuar esta missão, mas para isso, é preciso contar com a força do alto, agora é o tempo do Espírito Santo, que habita no coração de cada cristão.

“A água que eu lhe der se tornará nele fonte de água viva que jorra para a vida eterna” (Jo 4, 14).

Porque o Senhor da o nome de “água” à graça do Espírito Santo? Certamente porque tudo o que vive e respira tem necessidade de água; ela sustenta tudo. A água das chuvas cai do céu; e embora caia sempre do mesmo modo, da mesma forma produz efeitos muito variados. Ao cair sobre a terra acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessita.

Com o Espírito Santo acontece o mesmo. Sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui a graça a cada um conforme lhe apraz.Assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos frutos, assim também, a alma, ao receber o Espírito Santo, produzirá frutos de justiça e continuará o projeto de Jesus.

Cristãos, desejem esta água viva, deixem-se regar, pelo Espírito Santo, e frutifiquem em boas obras, a missão que receberam no dia do batismo. O mundo precisa conhecer a Boa Nova do Reino de Deus, que se traduz em amor, justiça, paz, dignidade para todos, sem excluir ninguém.

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O verdadeiro fermento

Guardai- vos com cuidado do fermento dos fariseus e dos saduceus” (Mt 16, 6).
Inicio com esta advertência que Jesus faz a seus discípulos. No contexto em que esta advertência se dá, se refere aos grupos adversários de Jesus que se unem para pô- ló à prova. Para melhor compreensão sugiro ler Mateus 16, 1- 12.
Nos dias de hoje sabemos que discípulos de Jesus são todos os cristãos batizados. E como cristãos, devemos entender esta advertência do Mestre a cada um de nós, pois ele nos chama a um discernimento entre o fermento da hipocrisia e o fermento do Reino de Deus que é anunciado, este deve ser conservado sem contaminação e deve ser partilhado com todos.
É notório no momento atual que vivemos, o fermento dos que se dizem “discípulos” de Jesus levedar a massa com o fermento da hipocrisia, da confusão, da distorção da imagem e do ensinamento de Jesus. É preciso que os cristãos verdadeiros se levantem impelidos pelo Espírito de Jesus, para combater este espírito de confusão que paira na atmosfera de nosso país.
Espírito de confusão, porque é descabido, dizer: “Sou cristão, conservador, armamentista abortista, homofóbico, machista, etc”…, defender o espírito de divisão (sabemos quem é o divisor), como se fossem os mais fiéis cristãos, e mais, o grande descalabro de fazer parecer que Jesus aprova tudo isso.
Quando que ser armamentista e todos os “istas” está ligado ao seguimento de Jesus? Se o Reino de Deus é amor, justiça e paz!, Quando que criar confusão distorcendo a verdade é ser cristão? Quando que defender a violência ou qualquer outra forma de matar a vida humana é ser cristão?
Cristãos sejam atentos ao chamado que Jesus faz, ao discernimento, antes de sair por aí achando que estão defendendo a verdadeira fé, quando não estão. Cuidado com este tipo de fermento! Este deus que dizem estar acima de todos não é o Deus dos cristãos! Renunciemos a este falso deus!
Pensem nisso, o pão que Jesus reparte é do reinado de Deus, nascido do fermento novo de seu ensinamento. Este é o pão que os verdadeiros discípulos devem conservar sem contaminação e, além do mais, partilhar com todos.

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Pequena Semente. Grande Colheita!

Diante do “poder” do mal muitas vezes nos vemos desanimados, pensando que o mal sempre tem a última palavra.

O mal muitas vezes está travestido do bem! Vive de mentira e engano, se traveste de religioso “pietista”, de político “salvador da pátria” usa do nome de Deus para obter vantagens, toma para si projetos que nunca trabalhou, usa das pessoas para galgar fama, sucesso, prestígio, se faz de bom para com todos para conseguir o que almeja, faz tráfico de influência no cargo que ocupa tudo isso travestido de bem, mas na verdade é um grande falsário hipócrita a serviço do anti-cristo. É o mal que vai crescendo em nosso meio com estas artimanhas diabólicas.

Para aquele que tem fé e crê no Deus apresentado por Jesus de Nazaré, faz o caminho oposto de tudo que foi citado acima.

O homem e a mulher de fé toma para si o projeto que Jesus denominou como Reino de Deus. Este Reino de Deus é totalmente oposto aos reinos deste mundo. E vai crescendo de maneira gradativa sem balbúrdia, vai crescendo por etapas e chega até os céus. O Reino de Deus baseia-se no que é pequeno, no amor, na solidariedade, na misericórdia, na justiça.

Baseia-se no que é pequeno, porque tudo isso é lançado no coração humano como uma pequena semente, e vai se transformando em ações, vai vencendo o mal com suas artimanhas, por isso o Reino de Deus anunciado por Jesus não está em um lugar geográfico, mas dentro do coração do homem e da mulher que abraça este projeto e a partir das suas pequenas atitudes de bondade, este Reino vai se transformando em realidade no meio da sociedade.

Quem abraça o projeto de Jesus caminha na serenidade, e na certeza que o mal tem “pé de barro”, e um dia cai por terra não dura para sempre. Mas isso vai acontecer quando deixarmos Deus trabalhar nesta semente do Reino lançado em nossos corações. O Reino é de Deus não nosso, Ele faz a semente germinar e se espalhar a seu tempo.

Portanto, não desanime se o mal parece invencível, não é, cada um de nós tem as sementes do Reino dentro de nós é só deixar Deus trabalhar, para esta semente dar seus frutos no tempo certo e o mal será derrotado não com a violência, com armas, mas com os frutos da pequenina semente do Reino de Deus.

(Conferir Evangelho de Marcos 4, 21- 34).

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Festa de Corpus Christi.

A festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de setembro de 1264. Ele publicou uma bula papal sobre o tema, de “Transiturus”, instituindo a data e concedendo indulgências às pessoas que fossem à missa nesse dia.

O Papa encarregou o filósofo e teólogo São Tomaz de Aquino (1255- 1274), de redigir um rito para esta festa, um oficio.

Somente décadas depois esta festa litúrgica “pegaria”, e seria celebrada, sendo ratificada no Concílio de Vienne na França em 1311. A forma mais tradicional de celebrar é com uma procissão, que recorda a caminhada do “povo de Deus”, em busca da Terra prometida.

Corpus Christi em latim significa Corpo de Cristo. É celebrada 60 dias após a Páscoa, ou na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade, a Tradição diz que foi na quinta-feira que Jesus instituiu a Eucaristia, também pode conferir no Evangelho de Lucas 22, 7- 23, embora na celebração da quinta-feira Santa seja feita a leitura do Evangelho de João 13, 1- 20.

Para os cristãos católicos não é somente um dia de descanso, de passeio, um “feriado” qualquer. É dia de celebrar em comunidade, é um dia de preceito.

Curiosidade!

O que poucos não sabem, é que esta data não se trata de um feriado nacional, e sim, de um ponto facultativo.

Porém para as cidades que aprovaram leis municipais tornando esta data feriado municipal, a regra é outra. É o caso do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Maceió (AL) e Vitória (ES).

Na cidade de Tatuí, a Festa da Caridade do Lar São Vicente de Paulo, está ligada com a Festa de Corpus Christi. E tem todo um significado de fé, quem comunga Jesus Eucarístico, deve estar pronto para exercer a caridade!

Este ano, infelizmente por causa da pandemia, ainda não será possível ter a tradicional Festa da Caridade, nem a procissão religiosa, mas existem outras formas de ajudar o Lar São Vicente, é só procurar saber no próprio Lar.

Lembrem-se cristãos católicos, esta data não é um dia para ficar “de boa”, e sim de viver a fé em comunidade, e daí, na prática!

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CARIDADE, VERDADEIRA RELIGIÃO

Dizia eu no artigo passado, sobre a partilha como um ato cristão. Sim, é um ato deixado e ensinado por Jesus de Nazaré, e quem carrega o nome de cristão, deve proceder como Ele ensinou.

Mas para alguns cristãos que pouco conhece a fé que diz professar, olhar o irmão que sofre, os menos favorecidos da sociedade, é discurso de comunista! Assim, andam na contramão da fé, pensando que a salvação será alcançada pelo tanto de orações repetidas, pela frequência exacerbada na Igreja, pelo ativismo pastoral, e isso é um grande equivoco.

A oração é diálogo com Deus, muito importante! A presença na comunidade cristã capacita o fiel para praticar a fé no cotidiano da vida, e as atividades pastorais, são meios pelos quais se exerce a caridade, suprindo as necessidades diversas das pessoas carentes, sempre com o objetivo de promover a pessoa, ajudando- a sair da situação em que se encontra. Isso é caridade! É ato cristão. Isto é fé e vida, fé com obras!

Deus quer salvar o homem todo, espírito, alma e corpo, e não só a alma (cf. 1Ts. 5, 23).

A oração deve levar a uma ação, do contrário, é fuga da realidade.

Por exemplo: “Não tenho tempo de ajudar ninguém, porque sou muito (a) atarefado (a) na Igreja”. Fuga do cotidiano, não quer envolvimento com os problemas nem da família nem da sociedade. Ativismo.

É preciso insistir neste tema, da caridade, para despertar o verdadeiro espírito cristão (caridade= amor), e a Sagrada Escritura ensina muito sobre isso, basta ler o capítulo 13, 1- 13, da Primeira Carta de São Paulo aos Corintios, o qual diz que uma pessoa pode ter muitos dons, ser cheia de conhecimento, mas, se não tiver caridade, tudo que tem é estéril, não serve para nada!

No Evangelho de Mateus capítulo 7, 21, diz Jesus: “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. Este versículo está inserido no contexto que ensina sobre os frutos da Palavra.

E para terminar este artigo, digo que o que contará no fim de nossa vida histórica, e o que nos dará a graça da eternidade, não serão o tanto de orações, ou ativismo pastoral, ideologias, mas serão os frutos da Palavra. Leiam Mateus capítulo 25, 31- 45. Todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (cf. v.40), ou: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um desses pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (cf. v.45). Jesus se identifica com os pequeninos da sociedade, fazer algo por eles, é fazer ao próprio Jesus. Eis a verdadeira religião.

Então, cristãos, não se deixem levar por ideologias políticas, estas não salvam, mas pratiquem a verdadeira fé.

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Páscoa Vitória da Vida sobre a Morte. Vitória da Justiça sobre a Injustiça.

Para os cristãos, a páscoa é a festa mais importante, porque celebra a ressurreição de Jesus.

Sabemos, segundo os Evangelhos, que Jesus foi entregue por inveja dos líderes religiosos da época, que detinham o poder e usavam da religião para manipular e explorar as pessoas através da fé. Também outra acusação é de que Jesus se comportou como um subversivo por questionar o sistema político- romano, que aliados com os religiosos esfoliavam o povo.

Teve a sentença mais cruel do seu tempo. Condenado a morte e morte de cruz. Aqueles que articularam sua morte pensavam que calariam sua voz e suas ideias cairiam no esquecimento de seus seguidores. Mas isso não aconteceu.

Jesus de Nazaré ressuscita ao terceiro dia. Esta é nossa fé, a vida vence a morte, a justiça derrota a injustiça. O seu mandamento é do amor, pois Ele amou ao extremo, até o fim.

Os poderosos de todos os tempos são assim, tanto religiosos como políticos, com a ganância e sede de poder, matam, usam os meios mais sórdidos possíveis para calar aqueles que questionam suas ações em favor dos que sofrem. Um cristão com o Espírito de Jesus deve colocar o “dedo na ferida”, dos sistemas de mortes, questionar tudo aquilo que atenta contra a vida.

É preciso que todos os cristãos ressuscitem com Jesus, para a páscoa ter sentido de fato. Ressuscitar é passar de uma vida inerte sem compromisso, para uma vida comprometida com o Espírito de Jesus, em favor dos irmãos que mais sofrem, dar voz aos que não tem, lutar por dignidade, igualdade, justiça. Isso é ser cristão de verdade, isso é ressurreição, páscoa.

Cristãos que não se comprometem, a favor da vida, a dor do outro não lhe diz nada, se coloca no mesmo patamar com os algozes de Jesus, escolhem não a vida, mas a morte.

O crucificado ressuscitou! E traz em seu corpo glorioso as marcas da violência, suas chagas.

Nestes tempos difíceis que estamos passando, por causa da pandemia, é escandaloso ver a crise social e econômica especialmente para os mais pobres. E a solução para esta crise é a vacinação para todos, diz o Papa Francisco em sua mensagem de Páscoa Urbi et Orbi de 04/04/2021, site vaticannews.va.

Cristãos, se comprometam com a vida, não se deixem enganar por algumas lideranças que fingem estar preocupados com o povo, quando na verdade estão preocupados com seus próprios interesses. Lutem, cobrem mais agilidade das autoridades que desde o início politizaram o vírus.

Se o Espírito de Jesus de Nazaré habita de fato, em quem se diz cristão, então há um exército de discípulos para fazer a diferença na sociedade.

Canal de Estudo do You Tube; Teólogo Rafael. Venha participar.

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Trabalhar honestamente. Sem Oportunismo!

“Ore como se tudo dependesse de Deus, e trabalhe como se tudo dependesse de você”.

Gosto muito desta frase de Santo Inácio de Loyola, e São Bento, que viveram este “lema” de vida, pois ambos foram fundadores de ordens religiosas e precisaram trabalhar muito, e orar muito, e os frutos desta junção podemos contemplar até os dias de hoje, na Congregação Religiosa dos Jesuítas, e a Congregação Religiosa dos Beneditinos.

Assim também o Apóstolo Paulo viveu o seu ministério, não se arrogando de sua autoridade apostólica, mas trabalhando com as próprias mãos para seu sustento (cf. At. 18, 3; 1Ts 2, 9), era tecelão de tendas de campanha, porque o contexto em que Paulo evangelizava,  era composto por pessoas pobres, assim ele não queria explorar ninguém, como faziam os charlatães itinerantes da época, que faziam- no por dinheiro.

Isso deve servir de reflexão para quem se diz cristão nos dias de hoje. Muitos cristãos estão inseridos em vários seguimentos da sociedade, seja dentro de uma instituição religiosa, seja em algum seguimento da sociedade. Evangelizar antes de tudo é pelo testemunho de vida, seja qual seguimento pertença. Não é motivo de orgulho, nem de privilégio, mas de compromisso com a fé que aderiu, e do serviço desinteressado ao próximo.

Da mesma forma em alguns seguimentos da sociedade, principalmente na política, que é o principal meio de fazer o bem comum sem discriminação, mas pensar tanto na elite quanto nos pobres da periferia. Deveria ser assim!

Política não é profissão, e sim um serviço prestado temporariamente a sociedade, infelizmente não é assim que muitos pensam, vivendo de política, e fazendo quase nada pelo povo, e ganhando absurdo de dinheiro, pago com dinheiro público. Dizem-se cristãos! Há aqueles que vivem como assessores, ou cargos de confiança, alguns têm uma profissão, um currículo, uma formação específica que pode ser colocado a serviço, mas tem muitos, que nem autônomos são, não tem profissão específica, carteira assinada, quiçá trabalharam um dia! Vivem como parasitas de políticos, fazendo politicagem, sendo fardo pesado para a sociedade que os mantém.  

Para quem é cristão, deve pautar a sua vida nos princípios cristãos acima citados, trabalhando, lutando, honestamente, todos os dias, para viver com dignidade, sustentando a família, com o suor do rosto, tendo consciência que não é um abusador, explorador do irmão, mas luta com as próprias mãos e tem a benção de Deus.

Como cristãos devemos combater, denunciar, todo tipo de exploração, seja em uma instituição religiosa, seja na sociedade.

Sejamos cristãos conscientes e verdadeiros. Não exploradores, charlatães. O trabalho dignifica o homem. O trabalho dignifica. O oportunismo corrompe. Não vivamos encostados em ninguém como nos ensina o Apóstolo Paulo, mas, sejamos trabalhadores honestos. Isso é dar bom testemunho cristão.

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Oração e Ação

Quando oramos confiamos que Deus está atento ao que pedimos, e no tempo oportuno Ele atenderá.

Porém, uma fé madura não acredita em passe de mágica, que é só orar e está tudo resolvido, como nos contos de fadas, basta um pirlim- pimpim, e pronto. Não, a fé cristã não é assim, deve haver da parte do crente uma persistência, uma esperança, uma ação, não pode ser uma oração passiva de quem pede e cruza os braços a espera pelo milagre.

Vou dar um exemplo de fé consistente, coerente, conforme o ensinamento cristão.

Uma pessoa ora todos os dias para conseguir um emprego, na esperança que Deus lhe atenderá. E isso vai acontecer! Depois da oração, deve vir à ação. A parte do crente é de acordar cedo, vestir a melhor roupa, e sair em busca deste emprego. Se esperar que Deus mande o empregador bater à sua porta e lhe oferecer o emprego dos sonhos, vai ficar esperando infinitamente, então a frustração e a decepção vai acabar vencendo. E por quê? Porque tem uma visão equivocada de fé, confunde fé com mágica. Isso é ruim.

Outro exemplo, alguém teve uma perda salarial por algum motivo, as contas não irão fechar no fim do mês. Devido este acontecimento, será preciso rever todo o orçamento. Ele ora, pedindo a Deus uma solução, para aquela situação, que humanamente não tem. Então surge uma oportunidade de ganhar algo extra, que vai ajudar a equilibrar novamente sua situação financeira, é pegar ou largar! Ficar murmurando, reclamando a perda, ou discernir que Deus lhe ouviu e atendeu, apontando possibilidades.

Isto é fé madura, quando não coloco toda a responsabilidade nas costas de Deus. Mas, entendo que fazer a minha parte é preciso.

O Deus revelado por Jesus de Nazaré é o Deus do impossível, sim, mas em nenhum momento dos relatos bíblicos, aparece Deus dando algo como dizemos no ditado popular, de mão- beijada para seu povo. Sempre o povo da Antiga Aliança, como os cristãos da Nova Aliança lutaram e continuam lutando para conquistar, mas confiando em Deus que sempre aponta possibilidades, para que haja um esforço pessoal de cada um.

Nunca se esqueçam, Deus é Pai e não paternalista. Não dá aquilo que queremos, mas o que precisamos.

Ore como se tudo dependesse de Deus, e trabalhe como se tudo dependesse de você. E nunca se esqueça de ser grato, porque sabemos pedir com facilidade, e muito pouco agradecemos o Deus que caminha conosco e não está indiferente a nenhuma situação que acontece em nossa vida.

Até a próxima!

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Pelos seus frutos, os conhecereis!

É comum para quem vive na zona rural ter o conhecimento das plantas, árvores, etc…, olhando para uma árvore mesmo que não seja tempo de ter frutos, se sabe qual árvore é, e que fruto ela produz.

Nesta linha de raciocínio no Evangelho de Mateus 7,15-20, Jesus de Nazaré ao instruir seus discípulos usa a metáfora dos frutos para se conhecer a árvore.

Sabemos que é impossível, uma laranjeira produzir uvas, ou, um limoeiro produzir jaca. Isto é inconcebível.

Mas porque Jesus se utiliza desta metáfora para instruir seus discípulos?

É fácil de compreender. Porque no contexto em que a instrução acontece, Jesus recorda, os falsos profetas que atormentaram os verdadeiros profetas no Primeiro Testamento (cf. Jeremias 23 e Ezequiel 13). Da mesma forma recorda os falsos doutores que foram um pesadelo das primeiras comunidades cristãs (cf. 1João 2 falará de anticristos). O critério de discernimento é claro: os frutos, como dá a árvore boa.

Em nossa contemporaneidade podemos acrescentar os falsos pregadores, os charlatães da fé, os fanáticos religiosos (de todas as religiões), os maus políticos e cristãos dissimulados que ludibriam as pessoas e se fazem de “bonzinhos” e salvadores da pátria, porém, são lobos em pele de ovelhas. Prometem até conseguir ver realizada as suas ambições, depois, agem como lobos traiçoeiros ou como meretrizes interesseiras que geram mortes e decepções ao alcançarem seus objetivos. Pelos seus frutos, os conhecereis!

Para aquele que se diz cristão deve andar na contramão de tudo isso. Os frutos bons que um cristão deve produzir na vida cotidiana são os frutos do Reino inaugurado por Jesus: Amor, justiça, paz, solidariedade, misericórdia, respeito pelo outro, pela vida do outro, cuidado com os vulneráveis, etc… . Assim, reconhecerão aqueles que passam por nós, ou convivem, a que árvores somos enxertados.

Então, diante desta reflexão, as nossas atitudes tem produzido quais frutos? Bons ou ruins?

Lembrem-se que os frutos das nossas ações reflete a qual árvore pertencemos!

Até a próxima!

Sigam o twitter: @josrafaeldacos1

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O que esperar do novo ano?

Um novo ano que inicia, mas quais os anseios, esperanças, desejos de realizações para este novo ciclo que começa?

As respostas para estas indagações sabemos pelos meios de comunicação, que são as mesmas! Um mundo melhor, mudar hábitos, ser uma pessoa melhor etc… .

Mas estas mudanças acabam ficando no imaginário de muitas pessoas, porque se espera mudanças exteriores, espera-se algo que não acontece, como se em um passe de mágica tudo se transformasse. Mas não é assim.

É preciso parar de sonhar de maneira equivocada, e refletir que toda e qualquer mudança acontece a partir do interior de cada ser humano. Quando um indivíduo começa a mudar, tudo ao seu redor passa ser diferente e se torna perceptível. Em um mundo de tecnologias que tudo acontece num toque, espera-se que as mudanças almejadas aconteçam da mesma forma, mas é um processo lento que requer esforço pessoal, mudança de hábitos, pensamentos, escolhas feitas. As atitudes novas no presente são reflexões de um passado, e projeto para o futuro que tanto se espera.

Por isso o conselho de São Tiago Apóstolo é muito importante para ajudar as pessoas a começar a mudar a partir de si. São Tiago diz: “Todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar, e tardo para se irar, porque a ira do homem não cumpre justiça de Deus” (Tiago 1,19-20).

Então, quer ver coisas novas? Reflita neste conselho, ouça mais a si mesmo, conheça-se, fale o necessário e o que edifica os outros, evite a ira que coloca tudo a perder e não resolve nada.

Lembre-se, o grande inimigo que nos impede de mudar e fazer coisas novas somos nós mesmos, por isso é preciso conhecer-se para mudar e mudar o que está ao redor.

Feliz Ano Novo!

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